DICA DE PORTUGUÊS: CONCORDÂNCIA VERBAL

terça-feira, 3 de maio de 2011


Uma regra gramatical básica determina que o verbo deve concordar em número e pessoa com o sujeito. Se este estiver no plural, o verbo também deverá estar; se estiver na primeira pessoa, a forma verbal idem. Por exemplo: Nós adoramos esta cidade. O sujeito dessa oração é nós, que está na primeira pessoa do plural, mesma pessoa e mesmo número do verbo adoramos
Entretanto, nem sempre é tão fácil encontrar o sujeito da oração para, desse modo, poder saber que forma verbal empregar. Muitas vezes, o sujeito se coloca após o verbo e, para complicar ainda mais, este ainda vem acompanhado do pronome apassivador se. Por causa disso, são facilmente encontradas placas que avisam: VENDE-SE PICOLÉS, ALUGA-SE QUARTOS, CONTRATA-SE EMPREGADOS. Percebam que, nesses exemplos, os verbos vende, aluga e contrata estão todos no singular, muito embora os sujeitos picolés, quartos e empregados estejam no plural. As frases deveriam estar assim grafadas: VENDEM-SE PICOLÉS, ALUGAM-SE QUARTOS, CONTRATAM-SE  EMPREGADOS.
Importante ressaltar que essa regra não se aplica se o candidato a sujeito vier acompanhado de preposição. Nesse caso, o verbo fica no singular. É o que ocorre nas frases TRATA-SE DE PROBLEMAS, CONFIA-SE EM PROMESSAS e CONCORDA-SE COM TODOS. 

DESCULPAS PÚBLICAS A ALEX, A EDNA E AOS AMIGOS DE AMBOS


Quando resolvi postar uma matéria sobre a retratação de Edna, pensei apenas que iria explicar, aos meus leitores, a importância da conciliação para a resolução de conflitos. Em momento algum desejei criar um clima de guerra entre meus dois colegas blogueiros. Não foi essa, repito, a minha intenção.
Nada tenho contra os dois. Respeito o trabalho de ambos e considero seus blogs de fundamental importância para nossa querida Jardim de Piranhas. Confesso que desconhecia o fato de os dois não serem amigos. Se soubesse, nunca teria publicado a matéria.
Entretanto, impossível apagar o que houve. Só me resta pedir desculpas sinceras a Edna, a Alex e aos amigos de ambos. Digo a vocês que somente publiquei os comentários, alguns nada elogiosos a um ou a outro, por dever de ofício. Porém, não me senti bem ao fazê-lo. Como frisei no início, criei este blog para divulgar informações e suscitar debates em prol do crescimento deste município. Daqui para frente, esforçar-me-ei para que ele nunca mais se transforme num veículo de ataques pessoais.
Se algum dos dois quiser utilizar este espaço para se defender dos comentários que lhe foram feitos, sintam-se à vontade. Saibam, por fim, que este blogueiro continua se considerando amigo de ambos.

HISTÓRIA DO CAP - JOGOS DA FASE AMADORA (CONTINUAÇÃO)

CASINHO, QUE TAMBÉM JOGOU PELO CORÍNTIANS DE CAICÓ


12/Abr/1987_____________________________________081
CAP 3x0 SELEÇÃO DE CARNAÚBA DOS DANTAS/RN
GOLS: Gilvan e Alcione(2).

COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).

18/Abr/1987_____________________________________082
CAP 6x0 MONTE CASTELO (CAICÓ/RN)
GOLS: Joca, Casinho, Hélio(2), Bené e Gil.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).

26/Abr/1987_____________________________________083
CAP 0X0 BORBOREMA (JUNCO DO SERIDÓ/RN)
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: o CAP jogou mal no 1º tempo e, no 2º, esbarrou no goleiro do Borborema.

3/Mai/1987______________________________________084
CAP 4x0 CAICÓ (CAICÓ/RN)
GOLS: Concone, Jailson, Alcione e Mazinho.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Interior.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
TIME: Grego, Casinho, Júnior Dutra, Mazinho e Joca; Nildo, Concone e Jailson; Alcione (Gilvan), Hélio e Cicinho (Ari). Técnico: Caté.
OBS. grande atuação de todos os jogadores do CAP.

10/Mai/1987_____________________________________085
CAP 0x2 R. S. INDEPENDENTE (J. DE PIRANHAS/RN)
COMPETIÇÃO: Campeonato do Interior.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
TIME: Grego, Casinho, Júnior Dutra, Mazinho e Joca; Nildo, Concone (Gil) e Jailson; Alcione, Hélio e Cicinho (Garçom). Técnico: Caté.
OBS.: Galeguinho aproveitou as duas oportunidades que teve e decidiu o jogo. O CAP pressionou bastante, chutou bola na trave, mas não traduziu o domínio em gols.

17/Mai/1987_____________________________________086
ATLÉTICO (JUCURUTU/RN) 1x1 CAP
GOL: Concone.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Interior.
LOCAL: Estádio Municipal de Jucurutu/RN.
TIME: Grego, Casinho, Alberi, Nildo e Júnior Dutra; Ari, Concone e Jailson; Alcione, Hélio e Cicinho (Garçom). Técnico: Caté.
OBS.: o péssimo árbitro inventou um pênalti e ainda validou a cobrança, feita para fora, alegando ter a bola furado a rede. O CAP empatou nos minutos finais.

24/Mai/1987_____________________________________087
CAP 2x2 CORÍNTIANS (CAICÓ/RN)
GOLS: Concone e Albino.
COMPETIÇÃO: Campeonato do interior.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
TIME: Grego, Casinho, Alberi, Nildo e Júnior Dutra (Mazinho); Ari (Albino), Concone e Jailson (Garçom); Alcione, Hélio (Bené) e Cicinho. Técnico: Caté.
OBS.: o CAP saiu na frente, o Coríntians virou no 2o tempo e Albino, no final do jogo, definiu o placar.

7/Jun/1987______________________________________088
CAICÓ (CAICÓ/RN) 2x1 CAP
GOL: Jailson.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Interior.
LOCAL: Est. Almir Oliveira (Caicó/RN).
OBS.: o 1o tempo terminou com o Caicó vencendo por 2 a 0. Na etapa final, o CAP pressionou bastante e só não chegou ao empate porque foi prejudicado pela arbitragem.



14/Jun/1987_____________________________________089
R. S. INDEPENDENTE (J. DE PIRANHAS/RN) 1x2 CAP
GOLS: Concone e Cicinho.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Interior.
LOCAL: Est. Benedito B. Lins (J. de Piranhas/RN).
TIME: Grego (Dorian), Casinho, Alberi, Nildo e Galeguinho; Bené, Concone e Albino; Alcione, Jailson e Cicinho. Técnico: Caté.
OBS.: o Real, já classificado, subestimou o rival e foi castigado com dois gols na primeira etapa. A derrota não foi ainda maior porque Grego se contundiu (ou simulou) no 2o tempo: daí o CAP recuou, foi pressionado, sofreu um gol em jogada irregular, mas conseguiu segurar a vitória.

21/Jun/1987_____________________________________090
CAP 1x0 ATLÉTICO (JUCURUTU/RN) – W. 0.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Interior.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: já desclassificado, o Atlético abandonou a competição.

PESSOAS QUE FIZERAM HISTÓRIA EM JARDIM (CONTINUAÇÃO)

DELMIRO VIEIRA DE LIRA - 6º PREFEITO DE JARDIM
FOTO PUBLICADA PELO EXTINTO JORNAL "A VOZ DO SERIDÓ", DE C. NOVOS/RN

JOSÉ JOSIAS FERNANDES – É natural de São Fernando. Durante duas legislaturas consecutivas foi o deputado mais votado em Jardim de Piranhas. Tem feito vários benefícios ao povo deste município. Dificilmente diz não a quem o procura nas horas mais necessárias de ajuda, principalmente a saúde (texto de 09/04/1973).

DR. JOÃO MARINHO DA SILVA – Paraibano, natural de Santa Luzia. Ingressou na magistratura do RN, começando como juiz municipal do termo judiciário de Jardim de Piranhas. Depois de assumir o Juizado da 2ª Vara da Comarca de Caicó, sempre respondeu pela Comarca de Jardim de Piranhas. A vida como juiz e como cidadão sempre foi e é muito ligada a este município, merendo, agora, como desembargador, o diploma de cidadania da terra onde ele ingressou na Justiça do RN (texto de 09/04/1973).

DELMIRO VIEIRA DE LIRA – Ex-prefeito, natural de Teixeira, na Paraíba, na qualidade de vice-prefeito, companheiro de chapa de seu parente Plínio Dantas Saldanha (1958-1962), assumiu o cargo de prefeito, em substituição, na forma da lei, terminando o mandato de seu respeitável companheiro que, por motivo de falecimento, apenas governou um ano. Homem simples, chegou em nosso município em fins da década de 1940. Casou-se na família Augusto Freire, conhecida tradicionalmente pela família Barão, situada no sítio Lagoa Rachada deste Município. Durante o quatriênio 1959-62, governou o município com minoria na Câmara Municipal, num período de agitação política em Jardim de Piranhas, cujas consequências concorreram para o desapoio a todo o seu programa de governo, por parte do Poder Legislativo Municipal. Sem dúvida, pelo motivo exposto, talvez, ou certamente, tenha deixado de executar relevantes e justos projetos planejados por ele próprio. Contudo, foi o pioneiro da criação do plano de assistência médica e dentária do município. A saúde do povo pobre no seu governo não foi esquecida. Não olhava cor política ou partidária para atender um jardinense que se dirigia à Prefeitura Municipal (texto de 04/04/1973).

BENEDITO MONTEIRO SALDANHA – Residente e domiciliado nesta cidade há mais de 10 anos, pertence à tradicional e conceituada “Família Saldanha”. É sobrinho do ex-prefeito e saudoso chefe Plínio Dantas Saldanha, ou Marinheiro Saldanha, como era tratado intimamente pelos seus amigos e admiradores. Trata-se de um funcionário cumpridor dos seus deveres que, como zeloso chefe de família e cidadão de bem, tem prestado importante cooperação à sociedade jardinense (texto de 04/04/1973).

ENQUETE SOBRE O PODER JUDICIÁRIO - AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS (PARTE FINAL)

Retornando à análise dos resultados da enquete sobre o Poder Judiciário, vejo-me na obrigação de explicar aos jardinenses, principalmente àqueles que não compreendem bem o que se passa dentro de um Fórum, alguns motivos pelos quais os processos demoram bem mais que o razoável:

1)  as leis processuais brasileiras, que são aquelas que ditam tudo o que deve ser feito do início ao fim de um processo, determinam alguns prazos que, se não forem observados à risca, podem colocar todo o trabalho a perder. Por exemplo: enquanto um cidadão comum,  geralmente, dispõe de um prazo de 15 dias para se defender, ao Município de Jardim de Piranhas é dado um prazo quatro vezes maior. É assim porque está da lei. Aí está a razão pela qual uma ação movida contra a Prefeitura demora tanto. Para mudar isso, só alterando a lei, tarefa essa, todos sabem, de competência do Poder Legislativo. Juízes, desembargadores e ministros dos Tribunais Superiores podem interpretar a lei, mas não podem mudá-la. Seria necessário, portanto, para conferir maior rapidez aos processos, simplificar alguns procedimentos, de modo a permitir que as ações cheguem logo ao seu resultado final.
2) o juiz, para não ser declarado suspeito numa fase posterior, não pode instruir os cidadãos. Significa dizer que ele não pode indicar a uma pessoa que medida ela deve tomar a fim de resolver algum problema. Esse papel cabe ao advogado. Recentemente, por exemplo, um cidadão procurou o Fórum local querendo falar com o juiz, desejando que este intercedesse numa disputa de terras. Nesse caso, exige-se que já exista um processo em andamento. Se a ação competente ainda não houver sido ajuizada, o juiz se vê impedido de sequer falar com quem o procura, pois, como já mencionado, não poderá informar qual medida o cidadão deverá tomar.
3) existem algumas ações que demoram mais que outras porque as próprias partes, as maiores interessadas na solução do problema, dificultam o andamento do processo. Existem alguns atos que somente as partes podem executar. Se elas não o fizerem dentro do prazo legal, o processo poderá ser extinto, sem um julgamento por parte do juiz. Não são poucas as ações em que temos de intimar primeiro o advogado, depois a parte (esta, duas vezes), para que um simples ato, como a juntada de uma certidão, seja concretizado.
4) outro problema que costuma atrasar os processos é o grande número de audiências. Muitas ações necessitam da realização de audiências, a fim de nelas se tomar o depoimento das partes e de testemunhas. No caso de Jardim, como, já mencionado em outra postagem, estamos há quase um ano sem juiz titular, o número de processos que esperam por audiências só vem aumentando. Devido ao juiz só poder vir uma vez por semana à Comarca, é praticamente impossível, num só dia, realizar todas as audiências que esperam para entrar na pauta.

São esses, portanto, os principais problemas que dificultam o andamento mais rápido dos processos no Poder Judiciário. Não quis, nesta e na postagem anterior, apresentar desculpas para nossas falhas. Minha intenção foi apenas a de tentar mostrar a você, caro leitor, que a lentidão da Justiça se dá por várias causas. O que muita gente não percebe é que isso está, aos poucos, sendo resolvido. A construção de novos fóruns, a informatização dos processos, a reforma nas leis (estão para ser aprovados dois novos códigos processuais), o treinamento constante dos servidores e a chegada de novos juízes, de ideias mais arejadas e mais comprometidos com o povo humilde, estão mudando a cara do Judiciário potiguar. 
Contudo, para que a Justiça dos homens seja tão respeitada quanto à de Deus, é preciso investir na contratação de policiais, delegados, promotores, servidores e juízes. A Comarca de Jardim de Piranhas, por exemplo, só terá condições de atender bem aos jardinenses quando o número de servidores dobrar e houver um juiz titular, presente no Fórum os cinco dias da semana. 

FESTA DE NOSSA SENHORA DOS AFLITOS SEM BEBIDA ALCOÓLICA?

LARGO DA MATRIZ, NUM PASSADO NÃO MUITO DISTANTE

Li no blog de meu amigo Jarles Cavalcanti a transcrição de uma matéria, publicada por Robson Pires, tratando da proibição, imposta pelo bispo da Diocese de Caicó, de se comercializarem bebidas alcoólicas nas festividades promovidas pela Igreja Católica.
Imaginei, de pronto, os efeitos que essa atitude do bispo provocará na festa de Nossa Senhora dos Aflitos. Imaginem o Largo da Matriz sem nenhuma barraca vendendo cerveja. Haveria a tradicional Feirinha? Grupos musicais se apresentariam ao lado da igreja? 
Se essa proibição for mesmo seguida à risca, assistiremos a uma mudança radical na forma como a Festa da Padroeira vem sendo realizada há décadas. A solução mais fácil que me veio à mente seria a de transferir as comemorações "profanas" para o Clube Atlético Piranhas. O CAP oferece espaço suficiente para abrigar, até com maior conforto e segurança, os parques, as barracas, os vendedores ambulantes e, principalmente, os devotos de Nossa Senhora.
É apenas uma sugestão. Pelo menos, por enquanto...

UM MÊS DE BLOG

Este modesto blog completa hoje um mês em atividade com mais de 14 mil acessos. Agradeço a todos vocês, que o acessam diariamente (ou quase). Sinal de que o esforço não tem sido em vão. Sou imensamente grato, ainda, às mensagens de apoio e congratulações que recebo de vocês. Espero dispor de tempo e inspiração para manter este canal de informação sempre atualizado, tratando de temas do interesse da população jardinense. E, uma vez mais, reafirmo: não sou o dono da verdade e jamais quis sê-lo. Sou apenas um cidadão que ama a terra onde nasceu e se criou, e acalenta o sonho de vê-la respeitada por todos!

OBRIGAÇÃO OU CONCILIAÇÃO?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Li há pouco no blog de meu amigo Alex Maia uma postagem intitulada "Justiça obriga blogueira se retratar de matéria postada em blog". Longe de mim fazer algum juízo de valor a respeito dessa matéria. Não tenho o direito de me meter no trabalho de meus colegas blogueiros. Digo e repito: todos têm seu valor e, acima de tudo, contribuem para melhor informar a população jardinense. Mas peço licença a Alex para esclarecer um ponto que nós, que trabalhamos no Poder Judiciário, consideramos muito importante: o valor da conciliação.
Na verdade, não houve nenhuma imposição da Justiça a Edna. Houve, isso sim, uma atitude louvável e decente dela e das três pessoas que lhe moveram ações. Os quatro demonstraram, na tarde de hoje, o que a Justiça potiguar vem se esforçando para propagar: a cultura da conciliação. Eles acharam melhor deixar a contenda de lado para buscarem uma saída rápida para o conflito que agradasse a todos, e assim o fizeram. 
É preciso felicitar os três cidadãos que, mesmo sentindo-se injuriados e difamados, abriram mão de dar continuidade a processos que poderiam se arrastar por meses, causando desgaste emocional a todos os envolvidos. Felicitações também à colega blogueira, que assumiu o equívoco cometido e agiu como todo mundo deveria: desculpando-se e se retratando publicamente.
É exatamente isso o que o Poder Judiciário vem buscando. Juízes, Promotores de Justiça, advogados e servidores teriam menos trabalho se acordos como esse fossem mais constantes.

A SAGA DOS TRICOLORES RUMO A MOSSORÓ (PARTE FINAL)

Vimos, na postagem anterior, que Erasmo e Parcelo se atracaram dentro da van em movimento, que quase saiu da estrada devido à confusão instalada dentro do carro. Felizmente, Dos Santos e eu conseguimos separar os brigões e acalmá-los.
Chegamos ao estádio Nogueirão minutos antes do início do jogo. Deste pouco vou falar. Só posso dizer que o CAP, assim como ocorreu no restante do campeonato, jogou muito mal e perdeu fácil para o Potiguar. Durante a partida, a maioria da torcida tricolor não teve outra alternativa se não permanecer sentada na arquibancada, compensando mais uma frustração com latas e mais latas de cerveja. 
Finda a partida, acho que só as mulheres e o motorista não se encontravam embriagados. Entramos na van e rumamos para uma churrascaria, já na saída de Mossoró, a fim de jantarmos. O lugar estava cheio. Todos, então, forraram o estômago e se prepararam para a longa jornada de volta.
Junto ao motorista, viajavam Cazuza e Bagadão. Este, sem saber o que fazer com as pistolas que comprara, talvez para soltá-las quando o CAP marcasse algum gol (coisa que não aconteceu), resolveu utilizá-las ali mesmo, quando já estávamos todos dentro do carro. Bagadão acendeu o pavio de uma pistola e a apontou para o alto. Para nossa desgraça e pânico geral, os fogos saíram por baixo, estourando dentro da van. Foi um Deus nos acuda. O carro ficou cheio de fumaça. Ninguém conseguia enxergar nada lá dentro, o que dificultou a saída rápida de todos. Este blogueiro, como estava sentado na última fila de cadeiras, do lado do motorista, só pode deixar o carro quando todos já estavam fora dele. 
Os clientes da churrascaria, segundo Parcelo, correram todos, pensando se tratar de um ato terrorista, uma vez que a van parecia um carro-bomba, daqueles que costumam explodir no Oriente Médio. Os fogos chegaram a derreter uma parte do painel do carro e abriram um buraco enorme no banco dianteiro, exatamente no meio das pernas de Cazuza, que, por muito pouco, não ficou sem os genitais.
A viagem de volta só não foi mais penosa porque viemos o tempo todo rindo com Parcelo e Cazuza e, também, porque a fumaça dos fogos certamente intoxicara alguns de nós, que não conseguiam segurar os flatos terrivelmente mal cheirosos. 
Chegamos a Jardim por volta de meia-noite, cansados, sujos, derrotados, mas conscientes de que vivêramos uma história inesquecível.

A EDUCAÇÃO JARDINENSE EM 1970

AÇOUGUE PÚBLICO, ONDE FUNCIONAVAM SEIS "ESCOLAS" MUNICIPAIS

ESCOLA MUNICIPAL NA ZONA RURAL

ESCOLA MARINHEIRO SALDANHA, A 1ª CONSTRUÍDA PELA PREFEITURA NA CIDADE

A antiga ANCAR (hoje, EMATER), no ano de 1970, produziu um relatório acerca da situação educacional de Jardim de Piranhas. Veja abaixo os trechos principais:

O município de Jardim de Piranhas, conforme uma recente pesquisa realizada nas escolas, na qual foram utilizados questionários, revelou os seguintes resultados:
a) estabelecimentos primários: municipais (38), estaduais (07), particular (01), paroquial (01).
b) professores: municipais (38), estaduais (18), com cursos (10), leigos (46).
c) população escolar: matrícula efetiva (1.600).
Sabe-se que, das 38 escolas municipais, 6 funcionam na sede do município, ocupando estas um único prédio (açougue público). As demais escolas (32) se distribuem por toda a zona rural. Por outro lado, 50% do total dessas escolas recebem unicamente subvenção da Prefeitura Municipal. A pesquisa revelou ainda que, em termos percentuais, 65% dos estabelecimentos escolares existentes na área do município não dispõem de privadas e lavatórios, enquanto apenas 10% são servidos de filtros. Na grande maioria dos estabelecimentos (quase todos), observou-se a falta de carteiras escolares, sendo utilizados tambores, bancos e mesas, revelando uma considerável deficiência de equipamentos que possam atender à população escolar. Em síntese, pelos dados que foram apresentados, o grau de instrução do professorado do município, que ainda não teve a oportunidade de se aperfeiçoar, as deficiências em equipamentos e materiais escolares, sem contar com outros aspectos considerados de importância, reclamam um trabalho planejado junto a estas escolas, capaz de corrigir ou amenizar os obstáculos que se apresentam a formação primária da população.

HISTÓRIA DO CAP - JOGOS DA FASE AMADORA (CONTINUAÇÃO)

VIRINO - DONO DA CAMISA 9 DO CAP NA DÉCADA DE 80


28/Set/1986_____________________________________071
CAICÓ (CAICÓ/RN) 1x6 CAP
GOLS: Reinaldo, Tenilson, Alcione, Concone, Davi e Rivailson.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Est. Almir Oliveira (Caicó/RN).
OBS.: o Caicó deixou-se vencer por uma diferença de gols suficiente para classificar o CAP e eliminar o Coríntians, arqui-rival do rubro-negro caicoense.

5/Out/1986______________________________________072
CAP 1x2 CAICÓ (CAICÓ/RN)
GOL: Alcione.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).

12/Out/1986_____________________________________073
CAICÓ (CAICÓ/RN) 1x0 CAP
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Campo de Várzea (Caicó/RN).
OBS.: a péssima atuação da arbitragem prejudicou o CAP, que, surpreendentemente, jogava bem. Revoltados, dirigentes da equipe retiraram-na de campo aos 20min. do 1º tempo e recusaram o troféu de vice-campeão a que fazia jus.

25/Out/1986_____________________________________074
SELEÇÃO DE JANDUÍS/RN 2x2 CAP
GOLS: Concone e Virino.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Estádio Municipal de Janduís/RN.

15/Fev/1987_____________________________________075
CAP 1x1 VASCO (ACARI/RN)
GOL: Concone.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcalti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: o principal adversário do CAP foi o desentrosamento, já que muitos dos jogadores foram reunidos pela primeira vez.

21/Fev/1987_____________________________________076
CAP 0x0 CAICÓ (CAICÓ/RN)
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).

15/Mar/l987______________________________________077
CAP 2x0 RONAMITE (CARNAÚBA DOS DANTAS/RN)
GOLS: Concone e Aderson.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).

22/Mar/1987_____________________________________078
CAP 0x0 CENTENÁRIO (PARELHAS/RN)
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: a forte chuva que caiu momentos antes da partida encharcou o campo, prejudicando mais o CAP que o Centenário.

29/Mar/1987_____________________________________079
CAP 4x2 FLUMINENSE (UMARIZAL/RN)
GOLS: Concone, Júnior Dutra, Alcione e Bené.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: o Fluminense reclamou bastante da arbitragem.

5/Abr/1987______________________________________080
CAP 3x2 ATLÉTICO (JUCURUTU/RN)
GOLS: Alcione, Concone e Nito.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: após estar vencendo por 3 a 0, o CAP relaxou e permitiu que o (fraco) adversário marcasse seus gols.

DICA DE PORTUGUÊS: A REGÊNCIA DO VERBO "ESQUECER"

Existem três maneiras de empregar o verbo ESQUECER. Vou mostrar, nesta postagem, duas delas, que são as mais usadas por nós.
Esse verbo pode ser empregado com ou sem a companhia de pronomes pessoas oblíquos átonos (ME, TE, SE, NOS, VOS). Quando vier acompanhado desses pronomes, exige a presença da preposição DE. Por exemplo: "Eu nunca me esqueço de você". Entretanto, sem a companhia do pronome, não se pode usar a preposição. Exemplo: "Eu nunca esqueço você". Fácil, não? Pena que a banda Garota Safada não se lembrou dessa  regra na letra de "A Camisa e o Botão", no seguinte trecho:

(...)

Vamos sair para ver o sol
Nunca se esqueça
Que meu amor quando a gente quer
O mundo se ajeita

Percebam que, no segundo verso, o verbo esqueça está acompanhado do pronome se. Nesse caso, é obrigatório, como vimos, o uso da preposição de. A estrofe acima deveria estar assim grafada:

Vamos sair para ver o Sol
Nunca se esqueça
De que meu amor, quando a gente quer
O mundo se ajeita

Para concluir, uma observação importante. Essa regra também se aplica ao verbo LEMBRAR.

ENQUETE SOBRE O PODER JUDICIÁRIO - AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS (1ª PARTE)

INAUGURAÇÃO DO NOVO FÓRUM, EM ABRIL DE 2010


Os resultados da enquete sobre o Poder Judiciário local não me surpreenderam. Acho, até, que os votantes foram benevolentes conosco. Imaginei que a nota PÉSSIMA receberia uma votação maior que os 47% registrados. Agradeço aos 9% que consideram nosso trabalho ÓTIMO e aos 17% que o avaliam como BOM. 
Gostaria, porém, de me dirigir aos 73% dos leitores que estão insatisfeitos com o Judiciário jardinense. Não vou tentar justificar nossas falhas. Elas realmente existem e só nos resta trabalhar cada vez mais visando a corrigi-las.
Sinto-me na obrigação, contudo, de tentar explicar aos jardinenses o que nos tem impedido de oferecer um serviço melhor a quem procura o Poder Judiciário. Não são poucas as dificuldades que enfrentamos. Muitas dessas dificuldades, inclusive, não temos a mínima condição de vencê-las. Vamos a elas.
1) Nós temos ações de mais para funcionários de menos. São 1.100 processos e apenas 3 funcionários (Nelson, Nantes e eu) para dar andamento a eles. Isso faz com que não consigamos expedir os atos necessários para que o processo caminhe mais rápido. Às vezes, demoramos mais de três meses para expedir um simples mandado.
2) Estamos há quase um ano sem juiz titular. O Tribunal já publicou três editais de remoção, mas, em todos eles, ninguém se interessou pela Comarca. Pesa bastante o fato de Jardim ser de 1ª entrância, estar distante mais de 300 quilômetros de Natal e ser um lugar bastante complicado para se trabalhar (é a imagem que temos no meio jurídico potiguar).
3) O município nunca contou com um delegado de polícia exclusivo. O atual acumula várias delegacias do Seridó, o que acaba atrasando o andamento dos inquéritos e de outras investigações. Também não temos uma delegacia aparelhada nem policiais civis para atender à população, tendo de recorrer a um policial militar cedido para que a DP não viva fechada. 
4) O Fórum, durante muito tempo, funcionou numa casa modesta e separado da Secretaria Judiciária. E, mesmo quando conseguiu abrigar todos num só lugar (juiz e servidores), o arquivo e o centro de processamento de dados continuaram separados pela RN 228. Sempre que precisávamos pegar um processo arquivado ou solucionar um problema técnico nos computadores, tínhamos de atravessar a rua para fazê-lo. Somente há pouco mais de um ano é que passamos a trabalhar num ambiente decente, condizente com a importância do trabalho ali realizado.

CONTINUA...

DICA DE PORTUGUÊS: ONDE OU AONDE?

domingo, 1 de maio de 2011


Numa postagem anterior, mostrei que o advérbio ONDE só pode se referir a lugar FÍSICO, sendo erradas frases como "Gostei da festa onde Paulo Ricardo cantou". Muitos também se enganam com o uso da forma AONDE, que também só pode se referir a lugar físico. A dúvida é saber qual das duas formas usar. Vou tentar-lhes mostrar a diferença.
Quem determina a forma correta é o verbo da oração. Se este for regido pela preposição A, deve-se usar a forma AONDE; caso contrário, emprega-se ONDE. Percebam, na ilustração acima, que o verbo da oração, "mora", não deve ser acompanhado da preposição A (quem mora, mora EM algum lugar). Portanto, o galanteador deveria ter tido "Onde você mora?".
Uma forma mais fácil de diferenciar é a seguinte: os verbos que são regidos pela preposição A, geralmente, são verbos que expressam movimento: CHEGAR, IR etc. O verbo MORAR, para novamente usar o exemplo acima, não expressa ideia de movimento. São corretas, pois, as seguintes frases: Aonde você quer chegar?, Fomos aonde ninguém já havia ido.
Não façam como o grupo Cidade Negra, na música "Onde você mora?":

(...)

Cê vai chegar em casa
Eu quero abrir a porta
Aonde você mora?
Aonde você foi morar?
Aonde foi?

Não quero estar de fora
Aonde está você?
Eu tive que ir embora
Mesmo querendo ficar
Agora eu sei

O VERDADEIRO VALOR DA MÃE

Próximo domingo se comemora o Dia das Mães. A data, convenhamos, serve mais para o comércio aumentar suas vendas, pois um dia só representa muito pouco para homenagear figura tão importante em nossas vidas. Ocorre, costumeiramente, de o mês de abril mal haver terminado e já sermos bombardeados com comerciais e peças publicitárias, que fazem questão de nos lembrar da necessidade de presentear "aquela que nos deu a vida".
Não quero, aqui, criticar os autores dessa mensagem. Não há nada de errado nela. Claro que o fato de haver nos gerado por vários meses merece ser ressaltado. O papel da mãe, obviamente, é de fundamental importância para a continuidade da espécie humana. Entretanto, penso que agradecer às mães referindo-se apenas à sua tarefa de gerar os filhos e dá-los à luz é desmerecer tudo o que vem depois da maternidade.
A verdadeira mãe, desculpem-me os que pensam diferente, não é a que gera. Afinal, se assim o fosse, você, caro leitor, renderia homenagens àquelas que abandonam recém-nascidos em latas de lixo ou lagoas? Tenho certeza que não. A mãe verdadeira, a quem devemos passar toda a vida agradecendo, é a que nos educa, cuida de nossa saúde, vigia-nos o sono quando estamos com febre, alimenta-nos, veste-nos e nos ama incondicionalmente. É essa mãe que sacrificaria a própria vida para salvar a do filho e, por esse motivo, merece ser devidamente homenageada todos os dias do ano.

A SAGA DOS TRICOLORES RUMO A MOSSORÓ (2ª PARTE)

Vimos, no final da postagem anterior, que a van em que viajávamos fora retida pela Polícia Rodoviária devido a não estar emplacada. Ficamos todos nós, portanto, no meio do caminho, sem ter como ir a Tibau ou retornar a Mossoró. 
Parcelo decidiu procurar o saudoso advogado José Geraldo, irmão de Humberto, e pedir àquele que o ajudasse a liberar o carro. Enquanto isso, ficamos sentados na beira da estrada, esperando pelo ônibus de Armando, que, lembramo-nos depois, também iria a Tibau. Mas, antes de O ônibus chegar, Cazuza se empenhava em divertir os patrulheiros com suas inúmeras histórias. 
Embarcamos todos no velho e providencial ônibus de Armando e rumamos para a Praia das Manoelas. Chegando lá, encontramos a turma do La Bossa já instalada em uma das barracas. Havia ainda, no local, vários turistas, todos eles muito educados, falando baixo, o que contrastava com a algazarra feita pelos Bossas. Os turistas, porém, só suportaram o barulho até a hora de aqueles pagarem a conta. Nesse momento, a discussão para ver quem dava X ou Y ganhou ares de rixa entre torcedores de Palmeiras e Corinthians. Os diálogos foram mais ou menos assim:

- Eu não vou pagar tudo isso, não! Você comeu mais do que eu e quer pagar menos?
- Eu nem comi nada, seu cara de t... Você é que não deixou nada para mim no prato!!!!

Morrendo de vergonha, atirei minha parte na conta em cima da mesa e fui para outra. Foi quando percebi que os turistas haviam todos ido embora, fugindo, certamente, daquele espetáculo.
Mais ou menos nessa hora, chegam Parcelo e Dos Santos na van, finalmente liberada pela Polícia Rodoviária. Como os outros já haviam retornado a Mossoró em outros carros, saímos para assistir ao jogo, além dos dois já mencionados, Erasmo, Késia e eu.
Durante o trajeto de volta, Parcelo ia contando o trabalho que tivera para conseguir a liberação do veículo. Erasmo, já sob o efeito do álcool, disse a Parcelo que ele não fizera nada mais que sua obrigação. Este retruca, chamando um palavrão com aquele. Os dois se atracam dentro do carro em movimento, obrigando Dos Santos e eu a nos envolvermos na confusão, tentando apartar os brigões, que, inclusive, já haviam caído por cima do motorista, correndo o risco de este perder o controle do carro. Não me lembro, em toda a minha vida, de ter levado um murro tão grande no queixo.

CONTINUA...

HISTÓRIA DO CAP - JOGOS DA FASE AMADORA (CONTINUAÇÃO)

REINALDO, CAMPEÃO DO MUNDO COM O FLAMENGO EM 1981, 
JOGOU NO CAP ALGUNS ANOS DEPOIS

4/Mai/1986______________________________________061
CAP 4x1 SANTOS (CAICÓ/RN)
GOLS: Concone(3) e Iran.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN)

13/Jul/1986______________________________________062
CAP 1x0 VILA NOVA (PARELHAS/RN)
GOL: Totonho.
COMPETIÇÃO: Torneio-início do Campeonato do Seridó.
LOCAL: Est. Almir Oliveira (Caicó/RN)
OBS.: a partida teve a duração de 30min.

13/Jul/1986______________________________________063
CORÍNTIANS (CAICÓ/RN) 2x0 CAP
COMPETIÇÃO: Torneio-início do Campeonato do Seridó.
LOCAL: Estádio Almir Oliveira (Caicó/RN)
OBS.: o Coríntians, menos cansado, só precisou de um tempo para vencer o CAP e o torneio. A partida durou 40min.

20/Jul/1986______________________________________064
CORÍNTIANS (CAICÓ/RN) 3x0 CAP
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Estádio Almir Oliveira (Caicó/RN).

3/Ago/1986______________________________________065
CAP 2x2 GOYTACAZ (SÃO JOÃO DO SABUGI/RN)
GOLS: Virino e Concone.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: o CAP chegou a estar vencendo por 2 a 0.

17/Ago/1986_____________________________________066
VILA NOVA (PARELHAS/RN) 3x4 CAP
GOLS: Severino(2), Concone e Totonho.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Estádio Municipal de Parelhas/RN.

24/Ago/1986_____________________________________067
CAP 0x2 CAICÓ (CAICÓ/RN)
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: os gols só saíram nos cinco minutos finais.

31/Ago/1986_____________________________________068
CAP 2x2 CORÍNTIANS (CAICÓ/RN)
GOLS: Davi e Reinaldo.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: uma grande atuação de Reinaldo equilibrou a partida.

7/Set/1986______________________________________069
GOYTACAZ (SÃO JOÃO DO SABUGI/RN) 1x6 CAP
GOLS: Alcione(2), Totonho, Reinaldo, Rinaldo e Concone.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Estádio Municipal de São João do Sabugi/RN.
OBS.: o fato de a equipe local já estar desclassificada facilitou as coisas para o CAP.

21/Set/1986_____________________________________070
CAP 1x0 VILA NOVA (PARELHAS/RN) – W. 0.
COMPETIÇÃO: Campeonato do Seridó.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: o Vila, sem chances de classificação, abandonou o campeonato.

JARDIM FOI NOTÍCIA EM 1889

PONTE SOBRE O RIO PIRANHAS

No livro “Caicó, Cem Anos Atrás”, de autoria de Olavo de Medeiros Filho, acha-se transcrita a notícia abaixo, publicada em 23 de novembro de 1889 pelo antigo jornal “O Povo”:

ASSASSINATO E SURRA

No dia 13 deste, no lugar Timbaubinha, distrito de Jardim de Piranhas, deste termo, o célebre Antônio Brás, criminoso condenado a quarenta e oito anos de prisão, e evadido da cadeia de Pombal, assassinou cínica e cruelmente o infeliz Manuel de Souza Franco, com quem há meses vivia intrigado. Manuel de Souza era herdeiro de Roberto Franco, que, tendo morrido em 1878, deixou um pequeno sítio na Timbaubinha. Fizeram o seu inventário sem audiência de Manuel de Souza. Dividiram o sítio por uns credores, cabendo a casa a um tutelado ou administrado do capitão Florêncio da Fonseca Cavalcanti, 1º suplente do Juiz Municipal do termo (...) onde foi morto, este negou-se a entregar-lha, pelo que o referido cap. Florêncio, em vez de procurar os meios legais, encarregou Antônio Brás de tomar à “força d’arma”. Em junho, tentou o Brás queimar a casa, mas, sendo repelido, pôs-se em fuga, vivendo de então para cá ele e o Franco a emboscarem-se reciprocamente. Ultimamente foi à Timbaubinha, e no dia 11 apareceu em casa do cap. Florêncio. No dia 13, emboscando-se atrás da casa em que mora Manuel de Souza, matou-o traiçoeiramente ao meio-dia, na ocasião em que ele chegava do mato. Deu-lhe dois tiros e quatro facadas, deixando o cadáver no terreiro da casa. É tal o terror que o povo ali tem de Antônio Brás que não havia quem quisesse prestar a dar sepultura ao corpo. De autoridades nem sinal. A proteção é escandalosa. E é preciso notar que Manuel de Souza morava entre tios e primos, que não tiveram a coragem de avisá-lo de que Antônio Brás se achava na localidade. Está pois vencida a questão. Morto Manuel de Souza, ninguém mais se oporá ao Sr. Cap. Florêncio, ficando este fato para exemplo.
Seguindo o teatro do crime, Antônio Brás dera uma formidável surra em uma mulher, no lugar Barra, termo de Brejo do Cruz. Até à data em que escrevemos, ainda não se moveu uma só palha em perseguição do criminoso, que não deixou a povoação, a Timbaubinha, e os lugares circunvizinhos. E temos tropa bastante, mas não se tratando de eleições...”

RESULTADO DA ENQUETE SOBRE O PODER JUDICIÁRIO


Encerrou-se ontem a enquete sobre como o jardinense avalia o Poder Judiciário local. O resultado foi o seguinte:


PÉSSIMO - 79 votos (47%)
RAZOÁVEL - 44 votos (26%)
BOM - 29 votos (17%)
ÓTIMO - 16 votos (10%)


Agradeço a todos que votaram e informo que já se encontra disponível uma nova enquete, desta feita visando a avaliar o Poder Executivo. Participem!!!

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