PARA PENSAR, ENQUANTO O CONCURSO É (OU NÃO) ANULADO.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Enquanto se aguarda o posicionamento da Administração Municipal acerca do concurso, oportuno discutir algumas questões relacionadas à obrigatoriedade de se ingressar no serviço público por meio de um processo que objetive selecionar as melhores cabeças.
A esse respeito, li um excelente artigo, de autoria do economista Maílson da Nóbrega, publicado na revista Veja da semana passada. Selecionei para você, amigo leitor, os trechos que considerei mais importantes:

O Brasil continua preso à visão dos tempos do patrimonialismo português, quando as glórias das conquistas ultramarinas conviviam com a concessão de empregos públicos aos nobres, o loteamento do governo pelo estamento burocrático e a confusão do orçamento público com as posses do rei.

(...)

No Brasil, a burocracia profissional surgiu na Primeira República. (...) Em 1938, com Getúlio Vargas, foi criado o Departamento Administrativo do Serviço Público (Dasp), que previa o sistema de mérito no serviço público e o planejamento estatal no país.

Infelizmente, desde então o clientelismo e o fisiologismo têm falado mais alto. Mesmo nos órgãos nos quais passou a funcionar o mérito na escolha dos quadros técnicos, o critério político costuma prevalecer na indicação dos dirigentes dos quais nem sempre se exigem as qualificações necessárias para o exercício do cargo.

Mais de um século e meio depois da profissionalização do serviço público britânico e mais de sete décadas após a criação do Dasp, o governo federal ainda pode indicar mais de 20 000 pessoas por critérios políticos. Os estados e municípios, um número maior. Alguém duvida de que isso causa ineficiências e outras coisas?

Mesmo assim, não desanimemos. Um Brasil novo emerge e pode prevalecer sobre o velho.

Não tenho o mesmo otimismo que Maílson da Nóbrega. Não consigo vislumbrar, num futuro próximo, a Administração Municipal escolhendo seus assessores segundo a qualificação técnica destes. Em uma estrutura administrativa, composta por secretarias em que de doze servidores nela lotados, dez, isso mesmo, dez são cargos comissionados, concluo que ainda demora a era em que o mérito preponderá sobre a cor político-partidária. 

DICAS DE PORTUGUÊS: CUIDADO COM OS ACENTOS

Se você estiver em dúvida se acentua ou não uma palavra, prefira não acentuá-la. O risco de se equivocar é bem menor. Isso porque a maioria das palavras da Língua Portuguesa não são acentuadas. O acento, portanto, é uma exceção. Por uma questão de economia e bom senso, as regras de acentuação gráfica só se aplicam às palavras que existem em menor quantidade. Por exemplo, vocês já se perguntaram por que todas as palavras proparoxítonas são acentuadas? Porque existem em menor quantidade que as paroxítonas e oxítonas.
Outro ponto importante em relação à acentuação das palavras é que uma regra que se aplica a um grupo delas não se aplica a outro. Por exemplo, devem ser acentuadas todas as palavras oxítonas terminadas em A, E e O, seguidas ou não de S (cajá, você, vovó). Nesse caso, as palavras paroxítonas de mesma terminação nunca serão acentuadas (casa, bebe, coco). Essa regrinha simples não foi observada pela banda Aviões do Forró no seguinte trecho da música “Roda o Copo na Cabeça”:

(...)

Êta, êta, a mulherada bêba
Êta, êta, a mulherada bêba
Êta, êta, a mulherada bêba
Descendo até o chão, rodando o copo na cabeça

(...)

“Eta” e “beba” são palavras paroxítonas terminadas em A e, por esse motivo, não são acentuadas, uma vez que já se acentuam as oxítonas que possuem a mesma terminação.
E, só para concluir, um aviso: côco gelado até dá para engolir, mas cocô verde, nem pensar. 

FATOS DE NOSSA HISTÓRIA: CLIMA DE INSEGURANÇA EM 1957

INAUGURAÇÃO DA PREFEITURA - 1957

No dia 16 de agosto de 1957, o prefeito de Jardim na época, Oswaldo Lobo, enviou ao diretor do Jornal do Comércio, de Natal, o seguinte telegrama:

Reafirmando teor meu telegrama dia cinco corrente denunciando arbitrariedades delegado polícia tentando estabelecer por ordens superiores regime terror Jardim Piranhas numa atitude afrontosa e desrespeitosa aos princípios de nossa civilização democrática denuncio desta vez ocorrências que prenunciam acontecimentos delituosos da responsabilidade governo estadual. Quando delegado ausentou-se 10 dias município naturalmente atendendo chamado autoridades superiores na capital, famílias jardinenses puderam desfrutar nesse período absoluta tranquilidade, ficaram hoje sobressaltadas vendo chegar esta cidade mesmo delegado e 18 soldados fortemente armados equipamento militar deixando transparecer claramente nos gestos e atitudes propósitos criminosos contra pessoas visadas sobretudo o signatário, que não se deixando intimidar pelas atrabiliaridades denunciará sempre os desmandos que esse governo prepotente cometa contra o povo de Jardim de Piranhas.

SUGESTÕES DE LEITURA

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Você concorda com o uso exagerado de termos estrangeiros? Pois saiba que a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou uma lei que proíbe o emprego de palavras como "sale", "free", entre outras. Leia o texto na íntegra em http://www.uj.com.br/online/noticias/default.asp?action=noticia&idnoticia=102179.

Quem sonha em ficar rico jogando nas loterias da Caixa é bom se prevenir. Se a aposta não for corretamente registrada ou o sorteado vier a extraviar o cartão, o caso pode ir parar no Superior Tribunal de Justiça. Leia mais em http://www.uj.com.br/online/noticias/default.asp?action=noticia&idnoticia=102156.

HISTÓRIA DO CAP - JOGOS DA FASE AMADORA (CONTINUAÇÃO)

27/Out/1984_____________________________________021
CAP 7x0 GRÉMIO (CAICÓ/RN)
GOLS: Concone(3), Boinho, Alcione, Francimar e Leônidas.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN)

11/Nov/1984_____________________________________022
CAP 2x1 GOYTACAZ (SÃO JOÃO DO SABUGI/RN)
GOLS: Clóvis e Totonho.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN)

18/Nov/1984_____________________________________023
CAP 4x3 SELEÇÃO DE TIMBAÚBA DOS BATISTAS/RN
GOLS: Naná, Alcione, Totonho e Virino.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN)
OBS.: após estar perdendo por 3 a 2, só no finalzinho da partida o CAP conseguiu se impor sobre a equipe de Pelezinho. O resultado foi bastante contestado pelos timbaubenses.

25/Nov/1984_____________________________________024
CAP 2x3 CIDA (CAICÓ/RN)
GOLS: Alcione e Dedé.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN)
OBS.: o CAP pressionou bastante no 2º tempo, mas não o suficiente para evitar sua primeira derrota em casa.

15/Dez/1984_____________________________________025
CAP 1x1 SÃO FERNANDO (SÃO FERNANDO/RN)
GOL: Concone.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN)

DICA DE PORTUGUÊS: O EMPREGO DA FORMA “LHE”


O pronome oblíquo LHE é empregado em substituição às formas A ELE, A ELA, A ELES ou A ELAS. Significa dizer que o verbo deve necessariamente ser acompanhado da preposição a. Se você estiver em dúvida, basta tentar fazer a troca. Por exemplo, na frase O Flamengo não lhe agradou, percebam que não poderíamos dizer O Flamengo não agradou a ele, mas, sim, O Flamengo não o agradou (quem agrada, agrada alguém). Esse equívoco é encontrado no seguinte trecho da música “Deita na BR”, obra-prima da banda “Aviões do Forró”:

(...)

Não tenho culpa se o cara que você gosta só olha pra mim
Se pra você tá nem aí, pra você não tá nem aí
Se você não tem capacidade pra lhe conquistar
Que culpa eu tenho? Sai pra lá! Procura uma roupa pra lavar!

(...)

Vejam que o verbo conquistar não é regido pela preposição a (quem conquista, conquista alguém ou alguma coisa) e, portanto, não se poderia dizer pra conquistar a ele. O mais adequado, nessa situação, seria escrever pra conquistá-lo. A forma lhe está bem empregada nos seguintes exemplos: Não lhe fiz nada (quem faz, faz alguma coisa a alguém) e Eu lhe ofereço meu perdão (quem oferece, oferece alguma coisa a alguém).

ENTENDENDO O JUDICIÁRIO: A FUNÇÃO DE JURADO

Sei que pouca gente gosta, mas todo cidadão deveria sentir orgulho de fazer parte do corpo de jurados da comarca onde mora. Isso porque não é qualquer pessoa que merece a honraria. Somente aqueles de notória idoneidade moral, alfabetizados, em gozo de seus direitos políticos e com idade entre 18 e 70 anos são, segundo a lei, capazes de julgar seus semelhantes.
O corpo de jurados é renovado parcialmente todo ano. A lista com os nomes escolhidos e suas respectivas profissões é divulgada no Fórum e no Diário da Justiça Eletrônico até o dia 10 de outubro. Publicada a lista, qualquer um do povo tem até o dia 10 de novembro para fazer alguma reclamação. Após essa data, a lista se torna definitiva e dela se sorteiam os jurados que farão parte dos julgamentos que ocorrerem no ano seguinte.
Um ponto que merece destaque é que todos aqueles que fizerem parte do Conselho de Sentença, isto é, forem sorteados para participar dos julgamentos, serão excluídos da lista quando se fizer a renovação ao final do ano.

PERSONAGENS DE NOSSA HISTÓRIA: MARINHEIRO SALDANHA

           Em 25/07/1954, o jornal curraisnovense “A Voz do Seridó” publicou extensa reportagem, intitulada “Trabalho e Inteligência Redimindo o Nordeste”, do seguinte teor:

            Realizações fecundas de um fazendeiro adiantado e operoso. Como o Sr. Plínio Saldanha projeta a sua atuação no cenário econômico do Rio Grande do Norte e Paraíba.
            Dentre as figuras e as realizações mais interessantes que temos tido ocasião de conhecer, através deste sertão nordestino, não podemos deixar de salientar a personalidade relevante e a obra magnífica de agrícola e seleção pecuária, de um dos mais destacados vultos desta zona.
            Esta personalidade por todos os títulos destacada é a do Sr. Plínio Saldanha, conhecido familiarmente aqui e na Paraíba por “Marinheiro” Saldanha.
            Nome sobejamente conhecido no Nordeste, pela projeção social, política e financeira de sua família – os Dantas e os Saldanhas – já por sua própria atuação pessoal, o Sr. Plínio Saldanha é um dos mais distinguidos e conceituados destas redondezas.
            Ele está criando um admirável empório agrícola e pecuário em sua grande fazenda “Esperas”, no município paraibano de Brejo do Cruz, na ponta da terra que a Paraíba empurra pelos vales do Piranhas e do Seridó adentro no Rio Grande do Norte. Essa fazenda é um enorme latifúndio, uma colmeia formidável de trabalho. Tem sete léguas quadradas de terras de criar e plantar, com nove açudes em seu domínio. É um aglomerado de várias propriedades do Sr. Plínio Saldanha e sua matriz, com a denominação referida, abriga mais de 100 (cem) moradias, com cerca de 600 habitantes.
            A casa da residência local do Sr. Plínio Saldanha é magnífica, dispondo de todo o conforto moderno, rádio, geladeira, mobiliário finíssimo, grandes e luxuosas instalações. Na sua propriedade, o Sr. Plínio Saldanha emprega os mais modernos processos de cultura mecânica. Dispõe mais de 72 cultivadores mecânicos, 16 arados e duas grades para o trabalho agrícola. Por isso mesmo o inteligente agricultor conseguiu um tipo uniforme e perfeito de fibra de algodão, que se coloca entre as melhores desta zona. Suas culturas são exclusivamente da variedade mocó, produzindo fibra longa e perfeita.
            É ele apontado e registrado na Paraíba como um dos maiores produtores de algodão do Estado. O Sr. Plínio Saldanha, em Jardim de Piranhas, tem realizado várias vendas de algodão em Natal, de sua lavra, obtendo classificação do tipo dois com fibra de 34-36mm, o que representa um verdadeiro “test” de produção do “ouro branco”.
            Além desse esforço poderoso no sentido do aperfeiçoamento da cultura agrícola do Nordeste, o Sr. Plínio Saldanha situa-se também entre os maiores e mais adiantados criadores da região. Sua fazenda Esperas está produzindo uma seleção completa de espécies raciais bovinas, eliminando quase completamente o gado crioulo, conhecido vulgarmente por “pé duro”. O que ainda existe em “Esperas”, de nossas espécies comuns, é gado de compra para solta.
            Nesse terreno, o trabalho do Sr. Plínio Saldanha também é relevante. Possui ele uma criação abundante (orça por 2.600 cabeças a sua contagem de bovinos) e toda selecionada.
            São conhecidos e admirados os seus exemplares de Zebus com as variedades familiares Guzerat e Indo-Brasil, além de explêndidos especimens de Schwirtz e da raça Hersford, linhagem cara e preciosa, de bovino. No setor comercial o Sr. Plínio Saldanha presta inestimáveis benefícios ao desenvolvimento da economia desta zona.
            É um dos maiores compradores e exportadores de algodão desta faixa limítrofe do Rio Grande do Norte e Paraíba, estimulando e auxiliando a plantação de grandes e pequenos agricultores, a quem financia largamente, com um espírito liberal e desprendido, promovendo assim sempre novas iniciativas e incrementando a produção agrícola e o alargamento do comércio nestas lindas longínquas.
            Para o beneficiamento da produção algodoeira de suas lavras e da grande maioria dos agricultores vizinhos, o Sr. Plínio Saldanha possui em sua propriedade duas usinas modernas, uma de grande e outra de média capacidade.
            Vê-se, assim, através de traços rápidos, a capacidade dos nordestinos em levantar a gleba nativa da situação e de improdutividade em que se deixou ficar estiolando por muitos anos. Conhecendo-se a obra destacada e fecunda de trabalhadores inteligentes e adiantados do porte de um “Marinheiro” Saldanha é que melhor se pode ajuizar do futuro radioso que espera o destino do Nordeste, para enriquecimento coletivo e felicidade de suas populações.
            Propriedades do Sr. Plínio Saldanha: Matriz – Esperas; filiais – Pau d’Arco, Mucambo, Passagem da Onça, Pitombeira, Cotias, Palha, Sta. Luzia, Timbaúba e Monte Alegre.
            O Sr. Plínio Saldanha nasceu no dia 12.07.1982 na fazenda Brejo do Cruz/PB. Em 1928, chegou a Jardim de Piranhas, exerceu o comércio ali, de tecidos, compras de algodão e sementes de oiticica, 1930, revolucionário, gozando do prestígio do executivo Interventor Dr. Mário L. R. P. da Câmara, ingressando no P.S.D., sendo chefe político do Município de J. de Piranhas, onde foi prefeito em 1946, quando realizou-se eleição nacional, Sr. Plínio Saldanha, como candidato de suplente de senador do Sr. Georgino Avelino, tendo alcançado nada menos de 78.000 votos.

SUGESTÃO DE LEITURA

domingo, 24 de abril de 2011

A respeito da aposentadoria especial de que goza o professor, sugiro a leitura da seguinte matéria: http://jornal.jurid.com.br/materias/noticias/professora-municipal-conquista-direito-aposentadoria-especial/idp/37578.

FATOS DE NOSSA HISTÓRIA: O DESEJO DE SER PARÓQUIA


No livro nº 9, em que se registraram as atas das sessões ordinárias e extraordinárias da Câmara Municipal de Jardim de Piranhas, acha-se transcrito um artigo do antigo jornal “A Ordem”, lido em plenário pelo vereador na época, Valdimir Dantas. Esse artigo, de autoria do Monsenhor Severino Bezerra, assim retratou a cidade em tempos bem remotos:

(...) A cidade de Jardim de Piranhas está como sentinela nos limites com a Paraíba, sentada na margem direita do rio Piranhas. Não é um lugar novo. Já lhe pesam muitos anos de vida e queremos até que seja mais idoso do que a antiga Cidade do Príncipe – o Caicó. No seu livro “Homens e Fatos do Seridó Antigo”, o Bispo Dom Adelino Dantas diz que, ao demolir-se uma parte da antiga igreja de Jardim do Piranhas, em 1956, foi encontrado um tijolo que trazia esta inscrição: “20 de julho de 1710”. É um documento que prova a antiguidade do lugar, pois sabemos que nossas cidades atuais nasceram em redor da capelinha rural. As “Memórias Históricas do Rio de Janeiro”, do Mons. Pizarro, iniciadas em 1781, fala de Jardim do Piranhas como o principal distrito do Caicó, onde há juiz e uma capela de que é orago Nossa Senhora dos Aflitos. Em 1859, a povoação do Jardim estava em franco desenvolvimento, (...) com trinta casas, capela ornada, com um capelão contratado para assistência religiosa de seu povo. É nesse ano que os moradores do povoado, com um abaixo assinado dirigido à Assembleia Provincial, pedem que faça do povoado sede da paróquia, alegando o seguinte: “que viviam quase segregados da comunhão católica, pela falta absoluta de socorros espirituais devido à longitude de doze e de seis léguas da freguesia, e não é possível satisfazer principalmente no inverno, quando os caminhos ficam separados por dois rios que paralisam o trânsito; procuram ter um capelão que lhes pudesse administrar os socorros espirituais e que, conseguindo, é necessário avultadas somas que não comportam suas bolsas e as condições do lugar. Recorrem ao poder competente para que o tire do deplorável estado em que se acham, permitindo ter um pastor”. O documento é assinado por Antônio José de Oliveira, Antônio Soares de Brito, Antônio J. de Oliveira Júnior, Antônio Dantas Correia, Manoel Batista de Araújo, Manoel Dantas de Carvalho, Joaquim Gonçalves de Sousa Júnior, Joaquim Soares Cavalcante de Brito, João Valentim, Amaro Soares Cavalcante de Brito (pai do Padre João Maria), Antônio das Chagas, Antônio Joaquim de Farias, Raimundo de Farias, João Martiniano Gonçalo Cavalcante e João Pedro Carneiro da Cunha. Anexados à petição estavam os limites da futura paróquia (...). O projeto entrou para o plenário da Assembleia Legislativa em 1862, assinado pelos deputados Padre Francisco de Paula Soares da Câmara, Manuel Ferreira Nobre Júnior, Fermino Dória, Antônio Basílio Júnior e outros, acompanhado de um atestado do capelão do Jardim, Padre II Defonso Lopes, dizendo: “Atesto que esta capela da Senhora dos Aflitos, filial da Matriz do Seridó, há mais de noventa anos tem altar, cálice, ornamentos para a Missa; está colocada na beira do rio Piranhas, em terreno de seu próprio patrimônio, constando de oitocentas braças de comprimento e outras tantas de fundo. O povoado, ainda que pequeno, tem trinta casas e seus habitantes são obedientes a Deus”. A informação é de 31 de janeiro de 1862. Antes de o projeto ser aprovado na Assembleia, foi pedido o parecer do bispo de Pernambuco e, em data de 20 de maio de 1862, teve resposta: “Recebendo proximamente as informações relativas à criação da freguesia de Nossa Senhora dos Aflitos de Jardim do Piranhas, não me é lícito atualmente a prestação do meu ascenso a tal instituição, porque a capela designada para Matriz está inabilitada para o exercício das funções paroquiais, nem pode saber quando estará apta para exercer os próprios ministérios”. Caíram por terra as esperanças dos piranhenses diante da negativa do bispo Dom João da Purificação, de quem o escritor pernambucano Célio Meira chamou-o “Homem de poucas luzes e de muitas virtudes”. Decorridos cento e oito anos do pedido à Assembleia Provincial, o Jardim do Piranhas, a terra natal do Padre João Maria, se torna agora sede de uma paróquia graças à boa vontade e o reconhecimento de mérito por parte de outro bispo, o Exmº diocesano dom Manoel Tavares.

DICAS DE PORTUGUÊS: NÃO MISTURE AS PESSOAS

Equívoco muito comum, principalmente nas músicas da banda Aviões do Forró (argh!!), é a mistura das 2ª (tu) e 3ª (você) pessoas do singular. Vejam no trecho da música “Pode Brigar Só”:

(...)

Muitas vezes eu me calo
E não fala nada
Mesmo sabendo que você
Está totalmente errada
Só pra não te magoar mantenho
Meu silêncio
Por nosso amor deixo
As palavras presas na garganta
Porque sei que discutir não adianta
Se depois eu vou correr querendo te amar

(...)

Ou uma coisa ou outra. Ou você trata a pessoa a quem está se dirigindo por VOCÊ ou por TU. Só não pode misturar as pessoas. No trecho acima transcrito, ou se diria “Mesmo sabendo que tu estás totalmente errada” ou “Se depois eu vou querendo correr amar você”. 

A HERANÇA NO SONHO DE UM PIPOQUEIRO (PARTE FINAL)

Conforme iniciei ontem, o Diário de Natal, edição de 14/12/1997, noticiou a história do pipoqueiro que se achava dono de Jardim. O restante da reportagem segue abaixo:

O DONO QUE NÃO ASSUMIU

Final dos anos 60, o vereador-camioneiro Waldimir Dantas, de Jardim de Piranhas, transportava uma carrada de algodão em seu velho Crevrolet "no toco" para uma fábrica de Pau Grande, no interior do Rio de Janeiro e ficava surpreso com tantos acenos dirigidos em sua direção.
"Legal, bicho, vamos nessa!", gritavam os cariocas que transitavam pela avenida Brasil. Surpresa maior teve ao estacionar o veículo no pátio da indústria da terra de Mané Garrincha.
"Valeu, cara, aonde fica esse paraíso?", perguntavam os tecelões. "No Rio Grande do Norte", respondia o atônito Waldimir, sem entender tanta curiosidade. "Se fosse mais perto, iríamos lá", lamentavam-se os cariocas. Motivo da calorosa recepção ao camioneiro seridoense era a frase estampada na lameira traseira do caminhão: "Visite Jardim das Piranhas". Mas o conterrâneo nem se tocou. 
Em 1972, porém coube a Pedro Sales, um anônimo pipoqueiro de Patos, Paraíba, colocar a terra de Waldimir Dantas no mapa do Brasil. Com uma velha escritura, datada de 1874, portanto, já com 125 anos, Sales chegou ao Jardim de Piranhas se autoproclamando dono dos 394 quilômetros quadrados que delimitavam o então município de 7.924 habitantes. O pipoqueiro provocava, momentaneamente, uma reviravolta nos hábitos e costumes da cidade e atraía um batalhão de repórteres à terra dos irmãos João Maria e Amaro Cavalcanti que, por coincidência, chegara a ser prefeito da cidade do Rio de Janeiro.
"Pipoqueiro que herdou cidade promete paz e justiça social" estampava o Jornal do Brasil, em setembro de 1972, matéria transcrita por um dos jornais de Natal.
De acordo com o texto da época, que dizia alguns exageros - como sendo Jardim de Piranhas uma das mais pobres cidades do Estado, "com apenas uma rua calçada, grande produtora de xilita e distante 700 quilômetros de Natal (são cerca de 300) - a escritura era datada de 10 de janeiro de 1847, pela qual a viúva Isabel Barros Cavalcanti vendia as terras da fazenda Jardim, perto do rio Piranhas, a Francisco Sales de Lima, seu bisavô. O velho teria partido para o Ceará 30 anos depois, fugindo da seca de 1877 não dando mais notícia, porém, deixando para a família o rico patrimônio. O pipoqueiro foi procurar o então tabelião de Jardim, o caicoense José Neto de Araújo, mas este o desanimaria para sempre, e a mirabolante história de Sales desapareceria com o próprio personagem.
"Mais nunca se ouviu falar em Pedro Sales, parece até que ele morreu. Pois nem seus descendentes vieram mais aqui", afirma Geoci Vale de Freitas. "Tive de vê-lo uma vez no meio da feira, mas sem manter nenhum contato com ele", externa o prefeito José Henrique de Araújo. "De fato, Pedro Sales apresentou uma velha escritura, mas sem registro algum. Não tinha mais valor jurídico", lembra o escrivão José Neto de Araújo, 62.
Do vendaval provocado pelo pipoqueiro até hoje, Jardim de Piranhas, distante 30 quilômetros de Caicó (265 de Natal) acrescentou pouco em sua população nos últimos 25 anos - pulou de 7.924, para 10.510, mas já não explora mais xilita. Além da agrocupecuária, a economia local tem como carro-chefe os teares - existem centenas deles -, sendo o maior produtor de redes de dormir do Rio Grande do Norte.

O PIPOQUEIRO QUE SERIA DONO DE JARDIM (CONTINUAÇÃO)

sábado, 23 de abril de 2011

No dia 18 de abril passado, meu grande amigo Jarles publicou em seu blog uma matéria acerca de um pipoqueiro que se achava dono de Jardim. Neste feriado, vasculhando meus arquivos, encontrei uma matéria, publicada pelo Diário de Natal, edição de 14/12/1997, que informava o seguinte:

A HERANÇA NO SONHO DE UM PIPOQUEIRO

No início nos anos 70, um pipoqueiro paraibano dizia ser o único dono de Jardim de Piranhas. Agora, passado um quarto de século da reivindicação não aprovada do ambulante, a cidade tem mais donos de que os terrenos aforados pela Paróquia de Nossa Senhora dos Aflitos, cuja igreja, concluída em 1710, detinha a posse dos 394 quilômetros quadrados em que se situa o município.
A distribuição dos lotes urbanos é sem freio - e é exatamente a paróquia a responsável principal pela avalanche das cartas de aforamento concedidas a particulares e ao poder público. Para se ter uma medida exata desse confuso inventário, segundo o promotor público de Jardim de Piranhas, Eduardo Medeiros Cavalcanti, foram distribuídos 1.511 apenas de 1989 até recentemente, com o agravante de alguns contemplados dividirem os mesmos lotes, muitos deles multiplicados em milhares de metros além de suas medidas originais.
Essa farra fundiária é inflacionada a cada ano eleitoral, mesmo sem o vigário (atualmente é padre Delfino de Araújo) tomar partido das querelas políticas locais. Sem controle da situação, cabe ao tesoureiro da paróquia emitir os documentos a quem lhe convier. O cargo em tela é ocupado há 50 anos pelo comerciante Geoci Vale de Freitas, 72, ex-prefeito do município, "sem perceber um tostão sequer de remuneração", defende-se.
"Geó", como é mais conhecido, mostra documentos em que as dimensões de alguns documentos aumentaram com um simples toque de uma velha máquina de escrever, como um de Emerson Dutra Cavalcanti, que inchou de 28.800 para 28.880.00. "Na realidade, era de 90 X 320, mas houve um erro datilográfico que acrescentou três zeros. Mas isso está sendo retificado", explica.
Mas, a Justiça parece disposta a barrar essa avanlanche. O Ministério Público instaurou um inquérito civil público para apurar irregularidades. "As pessoas, por não conhecerem a lei estão sendo lesadas, iludidas pela paróquia", esclarece  Cavalcanti, acrescentando que "já foi apurado e comprovado que a igreja passou para o mesmo terreno mais de uma carta de aforamento. Portanto, a paróquia vai ser notificada sobre a situação."
De acordo com o promotor de Jardim de Piranhas, "carta de aforamento é um título em uqe se passa o domínio do terreno para outras pessoas, no caso, o foreiro. Ou seja, quem tem o domínio pleno, passa o a domínio pújblico. Na transferência para terceiros, a igreja tem direito a quantia correspondente do laudêmio".
Na Casa Paroquial, com o padre José Delfino de Araújo viajando, as explicações ficam restritas ao tesoureiro Geoci Vale de Freitas, já reveladas acima. Na prefeitura, o prefeito José Henrique de Araújo, 72, se recusou a ser fotografado e nada acrescentou sobre o assunto. Lacônico disse que "a prefeitura não tem patrimônio. Se encarrega apenas do alinhamento e da parte urbanística da cidade de acordo com o plano de obras".


JARDIM FOI NOTÍCIA NO DIÁRIO DE NATAL EM 1996


Se o concurso público for mesmo anulado, não será o primeiro a sofrer questionamentos. O Diário de Natal do dia 13/12/1996 publicou a seguinte matéria:

JUIZ SUSPENDE CONCURSO EM JARDIM DE PIRANHAS

O Juiz Fábio Wellington Ataíde Alves, da comarca de Jardim de Piranhas, concedeu ontem liminar impetrada por um conjunto de pessoas daquela cidade, requerendo a suspensão de concurso público que foi proposto pela Prefeita Josidete Maia para provisão de 460 vagas.
A liminar suspense o prosseguimento do concurso, já que a primeira fase, correspondente à prova escrita, foi realizada no último dia 10. Fábio afirmou que encontrou diversas irregularidades no edital, mas sua decisão foi fundamentada no artigo 83 da Lei Orgânica do Município, segundo a qual o período de inscrição deve ser de no mínimo 15 dias, e a realização das provas 30 dias após as inscrições, prazos que foram desrespeitados.
De acordo com o juiz, outra irregularidade seria o comprometimento de 95% da receita do município somente com salários de pessoal. A Prefeitura de Jardim de Piranhas, cidade com cerca de 10 mil habitantes, possui atualmente mais de 500 servidores e com o concurso, essa número praticamente dobraria.

Vida dura a de quem faz concursos aqui em Jardim...

HISTÓRIA DO CAP - JOGOS DA FASE AMADORA (3ª PARTE)

26/Ago/1984_____________________________________016 
CAP 1x0 PONTE PRETA (NATAL/RN) 
GOL: Clóvis. 
COMPETIÇÃO: amistoso. 
LOCAL: Campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN) 

22/Set/1984_____________________________________017 
CAP 2x2 SELEÇÃO DE SÃO FERNANDO/RN 
GOLS: Alcione e Chico Catia (pên.). 
COMPETIÇÃO: amistoso. 
LOCAL: Campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN) 
OBS.: jogo bastante tenso e tumultuado. Perdendo por 2 a 1, o CAP chegou ao empate nos descontos, através de um pênalti cuja marcação revoltou a equipe visitante, que ameçou retirar-se de campo. 

7/Out/1984______________________________________018 
CAP 6x0 FLAMENGO (CAICÓ/RN) 
GOLS: Alcione(2), Totonho, Virino, Francimar e Contra. 
COMPETIÇÃO: amistoso. 
LOCAL: Campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN) 

14/Out/1984_____________________________________019 
CAP 2x1 SÃO PAULO (CAICÓ/RN) 
GOLS: Alcione e Concone. 
COMPETIÇÃO: amistoso. 
LOCAL: Campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN) 
OBS.: Concone, que fazia sua estréia no CAP, marcou o gol da vitória numa cobrança de falta. 

21/Out/1984_____________________________________020 
CAP 2x0 INTERNACIONAL I (CAICÓ/RN) 
GOLS: Chico Catia e Chico de Misael. 
COMPETIÇÃO: amistoso. 
LOCAL: Campo de Chico Nicolau (J. de Piranhas/RN) 

SIGNIFICADO DE TERMOS JURÍDICOS: POR QUE ALGUMAS AÇÕES SE PROCESSAM EM SEGREDO DE JUSTIÇA?

Em uma postagem anterior, descrevi, passo a passo, como fazer uma consulta processual no site do Tribunal de Justiça do RN. Há alguns processos, porém, que não “aparecem” nesse tipo de consulta. São aqueles que tramitam em segredo de justiça. Tratam-se de ações que envolvam menores de idade (alimentos, atos infracionais, adoção, guarda etc.), divórcio, dissolução de união estável. Há, ainda, as ações da área penal, nas quais o juiz  decreta o segredo, a fim de resguardar o sigilo das investigações (por exemplo, escuta telefônica e quebra de sigilo bancário). Portanto, se sua ação tramitar em segredo de justiça, você – e somente você – terá de ir ao fórum para obter informações sobre ela. Nem mesmo sua mãe ou seu pai poderá ter acesso a essas informações.

A CONCORDÂNCIA DO VERBO "SER"

Os verbos, normalmente, concordam em número e pessoa com o sujeito da oração. Essa regra nem sempre se aplica ao verbo SER. Em alguns casos, a concordância deverá ser feita com o predicado, e não com o sujeito. Exemplos: Nós somos jardinenses (concordância normal: a forma somos está concordando com o sujeito nós, ou seja, ambos estão na 1ª pessoa do plural); Meu orgulho são meus filhos (concordância diferente: a forma são não está concordando com o sujeito meu orgulho, e sim com o predicado meus filhos). Essa regra não foi observada pela banda Aviões do Forró (argh!!) no seguinte trecho da música “Da Água pro Vinho”:

(...)

Você pensou que o mundo era só flores
Que eu fosse só mais um dos seus amores
Mas quebrou a cara, tá arrependida
Agora da água pro vinho você quer voltar.

(...)

A frase acima, segundo a regra acima explicada, deveria estar grafada assim: O mundo eram só flores. Isso sempre deve ocorrer quando o verbo SER estiver entre um sujeito no singular (que não seja uma pessoa) e um predicado no plural. Nesse caso, a concordância deverá ser feita com o predicado, e não com o sujeito. Consegui ser claro?

FATOS DE NOSSA HISTÓRIA: A MORTALIDADE INFANTIL EM 1964

CEMITÉRIO "VELHO", NA ÉPOCA DE SUA INAUGURAÇÃO

Em 2 de junho de 1964, a Prefeitura Municipal divulgou o seguinte relatório acerca da assistência à maternidade e à infância:

(...) Não existia serviço de assistência médico-sanitária, assistência hospitalar e para-hospitalar, serviços oficiais de saúde. Não tinha ambulância, nem tampouco uma parteira diplomada para atender as gestantes, em consequência tem morrido várias mães. De 130 pessoas que morreram nos últimos dois anos, 99 eram menores de 1 ano. Existe uma comissão da LBA, porém não funciona há 2 anos por falta de recursos. Existe apenas um convênio da Prefeitura com o SESP, prestando o serviço de assistência aos doentes na cidade de Caicó, com 32 Km de distância, sendo as viagens em condições difíceis e quase sempre por conta dos doentes. No exercício passado e no presente, a Prefeitura manteve, somente aos domingos, uma visita médica das 7 às 11 horas (dia da feira). As senhoras da cidade fundaram a “Sociedade Obra e Amparo ao Berço”, visando dar assistência médico-social à maternidade e à infância.

Parece que, ao longo dos tempos, acostumamo-nos com um péssimo sistema municipal de saúde...

TODO CIDADÃO TEM DIREITO A SAÚDE

Em consequência do péssimo sistema público de saúde, muitos cidadãos tem procurado o Poder Judiciário a fim de conseguir uma cirurgia ou um medicamento caro, sem, para tanto, esperar meses ou anos. Felizmente, quase sempre, os juízes tem sido sensíveis, deferindo, com a urgência que o caso requer, os pedidos feitos. Aqui em Jardim isso tem ocorrido com frequência, com algumas poucas exceções. No Brasil, tem sido a regra os governos municipais e estaduais serem obrigados a prestar total assistência a quem não pode pagar por ela. Há poucos dias, um município foi condenado a pagar tratamento a um dependente químico (leiam a matéria em http://jornal.jurid.com.br/materias/noticias/municipio-tera-que-garantir-tratamento-dependente-quimico/idp/37578).

DEZ MIL ACESSOS!!!

Muito obrigado a todos vocês. Espero dispor de tempo e inspiração para continuar a manter este blog sempre atualizado. Críticas e sugestões são muito bem vindas. Boa Páscoa a todos!!!

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