COMENTÁRIO À ÚLTIMA ENQUETE

segunda-feira, 23 de abril de 2012



Na última enquete promovida por este modesto blog, indaguei a meus fiéis leitores o motivo pelo qual a rua Marechal Deodoro ainda não fora totalmente calçada. Os 100 votantes que participaram dividiram-se entre o castigo divino (30%), a falta de vontade política (26%) e a perseguição aos moradores (32%).

A rua Marechal Deodoro, para quem não a conhece, está localizada no centro da cidade. É onde moro desde que nasci, exceto no intervalo entre os anos de 2001 e 2007. É a rua do mercado público, da feira livre, que passa por trás da igreja Assembleia de Deus. Inicia-se na Pedro Araújo e segue em frente até o bairro Santa Cecília. Apesar de se situar no centro da cidade, é a única que não se encontra totalmente calçada. O serviço, feito durante a gestão de Josidete Maia, parou no meio do caminho e até hoje, inexplicavelmente, espera para ser concluído.

Não me acusem de estar advogando em causa própria. O fato de morar na rua em questão não guarda nenhuma relação com o alerta que ora faço. Apenas escolhi esse fato para exemplificar a falta de planejamento que tem norteado a gestões municipais nos últimos 30 anos. A situação atual da rua Marechal Deodoro, pois, simboliza o gosto local pelo improviso, pelo despreparo administrativo, pela falta de visão de futuro.

Discordo da maioria dos votantes. Parte de minha rua continua no barro até hoje não por castigo divino, falta de vontade política ou perseguição aos moradores. Nada disso. Deus, se o quisesse, não nos castigaria desse modo. Vontade política, certamente, não faltou, uma vez que todo administrador adora mostrar suas realizações nessa área. Perseguição também não houve, na medida em que os moradores são pessoas de bem e um pouco avessos à militância política apaixonada.

Jardim de Piranhas, acho eu, é a ÚNICA cidade, num raio de mil quilômetros, a se envergonhar de possuir uma via pública central à espera de pavimentação. E essa anomalia aqui só ocorre devido a uma visão que considero, no mínimo, equivocada: de se cuidar melhor dos bairros periféricos, em detrimento do Centro. Vamos aos fatos:

1.   José Henrique de Araújo, em seu primeiro mandato, preferiu calçar a rua Padre João Maria, deixando na terra batida, por exemplo, a via por trás da sede da Prefeitura Municipal!
2.   Nivaldo Borges, em vez de calçar a rua Antônio Borges (via de acesso à escola Walfredo Gurgel e batizada com o nome do próprio pai), preferiu cuidar das estreitas ruas próximas à subestação!
3.   Josidete Maia, como já mencionado acima, calçou apenas uma parte da Marechal Deodoro, o que não a impediu de dar total atenção a ruas mais afastadas do centro, algumas delas localizadas no bairro Logradouro do Barro (o popular Emboca)!
4.   Antônio Macaco, como todos sabem, pavimentou inúmeras ruas nos bairros São José e Santa Cecília, mas, infelizmente, assim como o fez seus antecessores, não se lembrou do Centro!

Não consigo compreender essa visão torta, que despreza ruas históricas e cultua a periferia. Ressalto, no entanto, nada ter contra quem reside nos bairros aqui citados. Não sou louco para criticar as benfeitorias neles realizadas. Ao contrário. Aplaudo a iniciativa e louvo o trabalho desenvolvido nas ruas mais afastadas do Centro. Torço, inclusive, para que todas as vias públicas sejam devidamente calçadas, iluminadas e limpas. Porém, recuso-me a considerar normal a degradação vista nas ruas centrais, com esgotos correndo a céu aberto, mato, lama e prédios públicos caindo aos pedaços.

Um centro bem cuidado é sinal de uma administração eficiente. Descuidar dele é passar uma péssima impressão a quem nos visita ou atravessa a cidade só de passagem. Do jeito como o nosso está, nem quero imaginar como Jardim está sendo comentada lá fora.

2 comentários:

Anônimo disse...

Isto é, não desprezando as demais ruas que foram calçadas né... emboca, novo jardim (subestação), são josé, etc...

ALCIMAR DA SILVA ARAÚJO disse...

Deixei isso bem claro no texto. Leia-o novamente e constatará o que digo.

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