EQUÍVOCOS CAPTURADOS DA INTERNET

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


Vocês já sabem que crase é a união da preposição a com os artigos a ou as, com o pronome demonstrativo a ou com a letra a inicial dos pronomes aquele, aquela e aquilo.

No título acima, percebam que o verbo combater não exige complemento acompanhado da preposição a (combate-se alguém ou alguma coisa). Poder-se-ia também usar o macete, substituindo-se drogas por uma palavra masculina (ficaria, por exemplo, combater os inimigos e não combater aos inimigos). Portanto, a frase ficaria corretamente grafada desta maneira: CAMPANHA DE DESARMAMENTO QUER RETIRAR ARMAS DE FOGO E COMBATER AS DROGAS NO RN.



Os pronomes demonstrativos esta e essa podem ser empregados de diversas maneiras. Quando utilizados para se referirem a um termo que já fora mencionado no texto, empregam-se as formas esse, essa ou isso. Por exemplo: Ganhar na loteria: é esse meu grande sonho. No entanto, se o termo ainda não houver sido mencionado, usam-se as formas este, esta ou isto. Exemplo: Meu grande sonho é este: ganhar na loteria.

No título acima, percebam que o nome da empresa recomendada só aparece após o pronome essa. A frase, portanto, ficaria corretamente grafada deste modo: O BLOG RECOMENDA ESTA EMPRESA...  



PERSONAGENS DE UM SAUDOSO JARDIM

GERALDÃO E ANA MARIA

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domingo, 4 de setembro de 2011



DOIDOS E SANTOS

O que dizer da absolvição da deputada Jaqueline Roriz pela Câmara dos Deputados? Em votação secreta, a pizza era previsível: foram 265 votos contra a cassação e apenas 166 votos favoráveis, com 20 abstenções.

Não bastaram as imagens flagrando o recebimento de dinheiro e o clamor público. Em sua defesa no plenário da Câmara, Jaqueline não mencionou o vídeo e sequer negou ter recebido o dinheiro. Como poderia? Argumentou apenas que a gravação é de 2006, antes de sua eleição, e não poderia ser cassada por um fato cometido antes de seu mandato.

Entretanto, é claro que poderia, pois o julgamento da Câmara não era criminal, e sim político, baseado apenas no aspecto ético.

E qual a ética de 265 deputados que votaram sob a máscara do anonimato? O que Jaqueline Roriz fez antes de exercer o mandato não é problema deles, não é problema da Câmara, não configura sequer uma infração ética, mesmo que o vídeo tenha vindo à tona após as eleições.

Para essa gente as eleições valem, sei lá, como uma absolvição de todos os pecados anteriores e confere uma auréola que santifica o ungido pelo povo. Pensando bem, o julgamento ético dos 265 deputados demonstra bem qual é a ética dominante na Câmara.

PERSONAGENS DE UM SAUDOSO JARDIM

JUVENIL DO CAP EM 1984

EQUÍVOCOS CAPTURADOS DA INTERNET


Uma das características do texto bem escrito é que transmita a informação utilizando-se, para tanto, do menor número de palavras. Quem escreve, portanto, deve preocupar-se em evitar o uso de termos e expressões desnecessárias, como é o caso do artigo definido (o, a, os, as) diante de pronomes possessivos (meu, minha, seu, sua, teu, tua etc.). Percebam que, no título acima, o artigo o, que acompanha o pronome nosso, pode ser excluído da frase sem nenhum prejuízo para esta. Portanto, em vez de escrever O MEU PAI, A SUA NAMORADA, OS TEUS CARROS, grafem, simplesmente, MEU PAI, SUA NAMORADA, TEUS CARROS.



A regência verbal disciplina a dependência de um termo gramatical a um verbo. Este, quando é transitivo, exige a presença de um complemento, que é chamado de termo regido, às vezes ligado à forma verbal por uma preposição.

No caso do verbo chegar, quando usado como transitivo indireto, pede um complemento devidamente acompanhado da preposição a. Portanto, chega-se a algum lugar e não em algum lugar. O título acima ficaria corretamente grafado deste modo: MINISTRO DA JUSTIÇA CHEGA HOJE A NATAL...

NOTÍCIAS DO JUDICIÁRIO


QUEM IRÁ REDIGIR AS NOSSAS LEIS!?

É a indagação que se faz, ante a publicação do livro "Por uma vida melhor", distribuído pelo MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA a 500.000 jovens estudantes da rede pública de ensino. Esse livro, ao desconsiderar a importância do estudo da gramática, faz reprovável apologia do falar inculto.

Na elaboração de leis é indispensável que o legislador saiba falar, saiba ler, saiba interpretar textos e saiba escrever a língua pátria, observados os padrões da linguagem culta. E mais: o legislador deve, de preferência, ser jurista, dominar o fraseado jurídico, conhecer o imenso e sufocante material legislativo e jurisprudencial existente e, também, o ramo do direito sobre o qual vai legislar.

Os seguintes trechos da entrevista que o renomado e respeitado filólogo e gramático brasileiro, EVANILDO BECHARA, concedeu à revista VEJA, edição do dia 1º de junho de 2011, obrigam-nos a profunda reflexão. Diz ele:

"O domínio do idioma é resultado da educação de qualidade. Isso nos falta de maneira clamorosa. O estudo do português nas escolas é deficiente. Uma das razões recai sobre o evidente despreparo dos professores. É espantoso, mas, muitas vezes, antes de lecionarem a língua, eles não aprenderam o suficiente sobre a gramática. Além disso, não detêm uma cultura geral muito ampla nem tampouco costumam ler os grandes autores, como faziam os antigos mestres." E, antes, já enfatizara, com muita propriedade: "Nenhum país desenvolvido prega a desvalorização da norma culta na sala de aula ou inclui esse tipo de idéia nos livros didáticos. Esse desserviço aos alunos e à sociedade como um todo só encontra eco mesmo no Brasil".



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sábado, 3 de setembro de 2011


QUEM OUVIU?

Quarta-feira é Dia da Pátria. Sem aula, alunos acordam mais tarde. Alguns participam de eventos cívicos. Outros os apreciam de camarote. Veem desfile de tanques, marcha de militares e concerto de bandas. Democráticas, as paradas não discriminam. Ocorrem de norte a sul do Brasil.

Os eventos apresentam diferenças aqui e ali. Mas têm um denominador comum. Em determinado momento, todos entoarão o Hino Nacional. Ele é pra lá de conhecido. A meninada o canta ao longo da vida, desde os primeiros anos de escola. Apesar da repetição, porém, uma dúvida persiste.

Examinadores de concurso desafiam os candidatos a emprego público com a cobrança do quebra-cabeça. No estresse da prova, a moçada bota os pés pelas mãos. Tropeça. A questão é simples como andar pra frente. Ela pede o sujeito do primeiro período do hino. Ei-lo:

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / de um povo heroico o brado retumbante.

O período está na ordem inversa. Posto na ordem direta, a resposta brilha como o sol de Brasília:

As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico.

Quem ouviu? As margens plácidas do Ipiranga (sujeito). Ops! Você pode perguntar:

— Margens ouvem?

Em literatura sim. O artista tem licença poética. Pode tudo. Na obra, bichos falam e coisas ouvem. Pode também pisar as regras gramaticais sem pena. E sem punição. "Cacilda Becker morreram", escreveu Carlos Drummnd de Andrade quando a dama do teatro partiu. Ele errou? Não. Recorreu à liberdade absoluta de que os privilegiados desfrutam.

Alto lá

"Se Drummond pode, eu também posso?", perguntam estudantes, advogados, jornalistas, professores & cia. de gente que transita com desenvoltura pelos meandros da língua. A resposta é murista. Depende. Na língua profissional, a correção gramatical se impõe. Na literária, se a pessoa escreve poesia, contos, romances, a licença poética ganha passagem — com tapete vermelho e banda de música.



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PERSONAGENS DE UM SAUDOSO JARDIM

ANA MARIA, NETA, MARIA BIATA E INÊS

NOTÍCIAS DO JUDICIÁRIO


LEVANDO A ESCASSEZ A SÉRIO: A RELAÇÃO ENTRE O ORÇAMENTO PÚBLICO E O DIREITO À SAÚDE

No alvorecer do novo século, o XXI, o tema da judicialização do orçamento público destinado às políticas públicas de saúde é de conhecimento bastante difundido devido à grande produção doutrinária e jurisprudencial acerca desse mote [01]. Isso ocorreu porque, com a promulgação da Constituição Federal de 1988, o Estado brasileiro passou a ser cobrado pela efetividade de suas prestações sociais decorrente da dialética relação entre necessidades da sociedade civil e das possibilidades da Administração Pública.

Esse tema será o do presente trabalho, a judicialização do orçamento público, mais especificamente a judicialização das políticas públicas de saúde, a qual, devido à amplitude do Sistema Único de Saúde, poderia ser considerada a Judicialização do SUS. Em tal estudo, objetivaremos: a) adquirir as noções básicas relativas ao orçamento público; e b) compreender como o Poder Judiciário tem lidado com a efetividade dos direitos sociais.

Para tanto, além da análise da Magna Carta que positiva em seu art. 196 [02] que "a saúde é um direito de todos e um dever do Estado" [03], apreciaremos casos colhidos na jurisprudência nacional, mormente a exarada pelos Tribunais superiores. Nesse estudo, faremos uma revisão bibliográfica do tema com base em distintos autores.

Assim sendo, com o intuito de responder questão de como tem configurado-se a judicialização do orçamento público destinado ao SUS, elaboraremos 3 (três) Capítulos: no Primeiro, adquiriremos as noções gerais de como o orçamento foi parar nas mãos da Justiça; no Segundo, tematizaremos a relação entre o ativismo judicial e a judicialização da saúde; no Terceiro, realizaremos a análise crítica no caso brasileiro com a propositura de medidas que visem a legitimar o sistema.



MAGISTRADOS PLANEJAM DIA DE MOBILIZAÇÃO PELA VALORIZAÇÃO DA CLASSE

Entidades associativas da Magistratura e do Ministério Público já começaram a definir as estratégias de ações para o Dia Nacional de Mobilização pela Valorização das duas classes. O movimento está marcado para acontecer no próximo dia 21 de setembro, a partir das 11 horas, no Congresso Nacional, em Brasília. A Associação dos Magistrados do Maranhão (AMMA) é uma das apoiadoras do movimento que tem à frente a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Na oportunidade, magistrados, promotores e procuradores de todo o País se reunirão para chamar a atenção da sociedade e dos Poderes da República para a importância da segurança, do sistema de Previdência e da política remuneratória dos membros da Magistratura e do MP.

Uma das ferramentas para a recomposição dos subsídios da Magistratura, cujo percentual é de 14,79%, é o Projeto de Lei 7.749/2010, que estabelece a recomposição monetária com base nas perdas inflacionárias dos últimos cinco anos. O projeto tramita na Câmara Federal, inclusive já com parecer favorável da Comissão de Trabalho, Administração eServiço Público da Casa (CTASP).

Durante o ato, os representantes das entidades entregarão uma carta aberta aos presidentes da Câmara, do Senado, do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pleiteando mais atenção aos problemas que afligem as categorias.

O Dia Nacional de Mobilização pela Valorização da Magistratura e do Ministério Público é organizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), e entidades que integram a Frentas (Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público da União).



SOMOS CIGARRAS OU FORMIGAS?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011



Algumas campanhas eleitorais entraram para a História de Jardim: a de 07/12/1952, como a que elegeu o primeiro prefeito, Oswaldo Lobo; a de 15/11/1972, como a disputada por um único candidato, Zacarias Medeiros; a de 2000, como a mais acirrada e cara, elegendo Galbê Maia por uma diferença de apenas quatro votos.

Na última enquete realizada por este blog, 80% dos que dela participaram consideraram que as próximas eleições não serão tranquilas, não elegerão os candidatos mais preparados, mas, infelizmente, ficarão marcadas por falsas promessas e decididas pela força do dinheiro.

Temo que essas previsões se confirmem em 2012. Todo jardinense, que verdadeiramente ama esta terra, não deseja uma reedição do pleito de 2000. Não queremos novamente assistir a famílias divididas, amizades desfeitas, fanatismo exacerbado, troca de acusações e ameaças, votos comprados a peso de ouro, carros de som trafegando diuturnamente pela cidade.

Não é disso que Jardim de Piranhas precisa. O município, há muito tempo, perdeu o caminho do desenvolvimento sustentável. Não soubemos aproveitar duas grandes riquezas: água potável em abundância e nível zero de desemprego. Acomodamo-nos com o lucro fácil e nos esquecemos de planejar o futuro. Fomos cigarras em vez de formigas e, hoje, pagamos o preço de toda essa indolência.

As próximas eleições representam uma grande oportunidade para que retomemos o curso do progresso. Trocar o debate acerca dos graves problemas que nos afligem por pão e circo significará condenar Jardim a permanecer no atraso. Muitas cidades vizinhas largaram antes de nós, apresentando resultados que saltam aos olhos de quem as visita. Só para se ter uma ideia, não há um único jardinense cursando Direito na UFRN/Campus de Caicó. Nesse quesito, somos superados por São Fernando, Cruzeta, Jardim do Seridó e Acari, dentre outros.

Ainda há tempo para alterar esse cenário. Afinal, somos nós os personagens principais, que conduzirão os fatos, farão as devidas escolhas e, com inteligência e sobriedade, interferirão no curso dos acontecimentos, escrevendo, no próximo ano, o mais importante capítulo de nossa História, mostrando, de forma indefectível, que não foi por acaso que aqui nasceram Amaro Cavalcanti e o Padre João Maria.

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CORINA E FILHOS

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NOTÍCIAS DO JUDICIÁRIO

quinta-feira, 1 de setembro de 2011



HOMEM PAGARÁ R$ 7 MIL A EX-NAMORADA OFENDIDA NO ORKUT AO FINAL DO NAMORO

A Câmara Especial Regional de Chapecó condenou Carlos Alberto Pedrassani a pagar R$ 7 mil a título de danos morais à ex-namorada Leonice Perosa. A decisão confirmou a sentença da Comarca de São Miguel do Oeste, na ação ajuizada por Leonice. Ela afirmou que após o término de relacionamento com Carlos, este passou a ameaçá-la e a ofendê-la, pessoalmente, e por meio de e-mails e no Orkut, denegrindo a sua imagem perante amigos e conhecidos.

Carlos apelou e disse que nunca ameaçou, injuriou, ou difamou Leonice pela rede social e que não houve provas de que tenha feito as afirmações. Ele alegou, ainda, que não compareceu à audiência marcada por causa de graves problemas de saúde. O relator, desembargador substituto Eduardo Mattos Gallo Júnior, não acolheu tais argumentos. Para ele, as provas mostraram que Carlos denegriu a imagem da ex-namorada na sociedade.

Estes pontos, segundo Gallo, ficaram esclarecidos por testemunhas e documentos. Sobre a ausência do ex-namorado à audiência, o relator apontou que o ato foi adiado mais de uma vez, sempre a pedido dele, juntando uma declaração médica em que foi-lhe sugerida uma viagem “para afastar-se dos problemas que vinha enfrentando".

“Ora, para comparecer aos atos do Poder Judiciário, os quais possuem o condão de 'dirimir os problemas das partes', o apelante não pode comparecer, porém, para enviar mensagens denegrindo a imagem da apelada, pelo que pode se auferir, sempre estava plenamente pronto a fazer”, concluiu Gallo. A decisão foi unânime.

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Meu amigo Nelson enviou-me o poema abaixo. Recomendo a leitura.


NO TEMPO DA MINHA INFÂNCIA
ISMAEL GAIÃO

No tempo da minha infância
Nossa vida era normal
Nunca me foi proibido
Comer açúcar ou sal
Hoje tudo é diferente
Sempre alguém ensina a gente
Que comer tudo faz mal

Bebi leite ao natural
Da minha vaca Quitéria
E nunca fiquei de cama
Com uma doença séria
As crianças de hoje em dia
Não bebem como eu bebia
Pra não pegar bactéria

A barriga da miséria
Tirei com tranquilidade
Do pão com manteiga e queijo
Hoje só resta a saudade
A vida ficou sem graça
Não se pode comer massa
Por causa da obesidade

Eu comi ovo à vontade
Sem ter contra indicação
Pois o tal colesterol
Pra mim nunca foi vilão
Hoje a vida é uma loucura
Dizem que qualquer gordura
Nos mata do coração

Com a modernização
Quase tudo é proibido
Pois sempre tem uma Lei
Que nos deixa reprimido
Fazendo tudo que eu fiz
Hoje me sinto feliz
Só por ter sobrevivido

Eu nunca fui impedido
De poder me divertir
E nas casas dos amigos
Eu entrava sem pedir
Não se temia a galera
E naquele tempo era
Proibido proibir

Vi o meu pai dirigir
Numa total confiança
Sem apoio, sem air-bag
Sem cinto de segurança
E eu no banco de trás
Solto, igualzinho aos demais
Fazia a maior festança

No meu tempo de criança
Por ter sido reprovado
Ninguém ia ao psicólogo
Nem se ficava frustrado
Quando isso acontecia
A gente só repetia
Até que fosse aprovado

Não tinha superdotado
Nem a tal dislexia
E a hiperatividade
É coisa que não se via
Falta de concentração
Se curava com carão
E disso ninguém morria

Nesse tempo se bebia
Água vinda da torneira
De uma fonte natural
Ou até de uma mangueira
E essa água engarrafada
Que diz-se esterilizada
Nunca entrou na nossa feira

Para a gente era besteira
Ter perna ou braço engessado
Ter alguns dentes partidos
Ou um joelho arranhado
Papai guardava veneno
Em um armário pequeno
Sem chave e sem cadeado

Nunca fui envenenado
Com as tintas dos brinquedos
Remédios e detergentes
Se guardavam, sem segredos
E descalço, na areia
Eu joguei bola de meia
Rasgando as pontas dos dedos

Aboli todos os medos
Apostando umas carreiras
Em carros de rolimã
Sem usar cotoveleiras
Pra correr de bicicleta
Nunca usei, feito um atleta,
Capacete e joelheiras

Entre outras brincadeiras
Brinquei de Carrinho de Mão
Estátua, Jogo da Velha
Bola de Gude e Pião
De mocinhos e Cowboys
E até de super-heróis
Que vi na televisão

Eu cantei Cai, Cai Balão,
Palma é palma, Pé é pé
Gata Pintada, Esta Rua
Pai Francisco e De Marré
Também cantei Tororó
Brinquei de Escravos de Jó
E o Sapo não lava o pé

Com anzol e jereré
Muitas vezes fui pescar
E só saía do rio
Pra ir pra casa jantar
Peixe nenhum eu pagava
Mas os banhos que eu tomava
Dão prazer em recordar

Tomava banho de mar
Na estação do verão
Quando papai nos levava
Em cima de um caminhão
Não voltava bronzeado
Mas com o corpo queimado
Parecendo um camarão

Sem ter tanta evolução
O Playstation não havia
E nenhum jogo de vídeo
Naquele tempo existia
Não tinha vídeo cassete
Muito menos internet
Como se tem hoje em dia

O meu cachorro comia
O resto do nosso almoço
Não existia ração
Nem brinquedo feito osso
E para as pulgas matar
Nunca vi ninguém botar
Um colar no seu pescoço

E ele achava um colosso
Tomar banho de mangueira
Ou numa água bem fria
Debaixo duma torneira
E a gente fazia farra
Usando sabão em barra
Pra tirar sua sujeira

Fui feliz a vida inteira
Sem usar um celular
De manhã ia pra aula
Mas voltava pra almoçar
Mamãe não se preocupava
Pois sabia que eu chegava
Sem precisar avisar

Comecei a trabalhar
Com oito anos de idade
Pois o meu pai me mostrava
Que pra ter dignidade
O trabalho era importante
Pra não me ver adiante
Ir pra marginalidade

Mas hoje a sociedade
Essa visão não alcança
E proíbe qualquer pai
Dar trabalho a uma criança
Prefere ver nossos filhos
Vivendo fora dos trilhos
Num mundo sem esperança

A vida era bem mais mansa,
Com um pouco de insensatez.
Eu me lembro com detalhes
De tudo que a gente fez,
Por isso tenho saudade
E hoje sinto vontade
De ser criança outra vez

PERSONAGENS DE UM SAUDOSO JARDIM

GORETE E DULCINEU EM 1975

EQUÍVOCO CAPTURADO DA INTERNET



O advérbio pouco é utilizado em duas locuções distintas, acompanhado da preposição a ou da forma verbal . Por esse motivo, não são poucos os que se confundem na hora de empregar a locução correta. Sorte que é fácil diferenciar uma da outra. Vejam:

a)   a pouco deve ser utilizada para se referir a um momento futuro. Exemplo: O jogo começará daqui a pouco.

b)   há pouco, ao contrário, é empregada quando indica tempo passado. O jogo começou há pouco.

No título acima, percebam que o acidente já ocorreu e, portanto, a oração deveria estar assim grafada: ACIDENTE DE MOTO AGORA HÁ POUCO EM CAICÓ.

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