DEU NA REVISTA VEJA

quinta-feira, 2 de junho de 2011

EVANILDO BECHARA

Perdoe-me, caro leitor, pela insistência com que venho tratando do assunto. No entanto, considero-o uma aberração tão grande que não consigo dele me afastar. A revista Veja, ao que parece, também não. A edição desta semana, a de nº 2.219, trouxe, em suas páginas amarelas, uma entrevista com o respeitadíssimo gramático Evanildo Bechara. Leia, abaixo, os trechos que considerei mais importantes:

“Ninguém de bom-senso discorda de que a expressão popular tem validade como forma de comunicação. Só que é preciso que se reconheça que a a língua culta reúne infinitamente mais qualidades e valores. Ela é a única que consegue produzir e traduzir os pensamentos que circulam no mundo da filosofia, da literatura, das artes e das ciências. A linguagem popular a que alguns colegas meus se referem, por sua vez, não apresenta vocabulário nem tampouco estatura gramatical que permitam desenvolver ideias de maior complexidade – tão caras a uma sociedade que almeja evoluir. Por isso, é óbvio que não cabe às escolas ensiná-la”.

“Qualquer pessoa dotada de mínima inteligência sabe que precisa aprender a norma culta para almejar melhores oportunidades. Privar cidadãos disso é o mesmo que lhes negar a chance de progredir na vida. Para mim, o linguista italiano Raffaele Simone, ainda em atividade, foi quem situou esse debate de forma mais lúcida. Ele critica os populistas que, ao fazer apologia da expressão popular, contribuem para perpetuar a segregação de classes pela língua. Pois justamente é o ensino da norma culta, segundo Raffaele, que ajuda na libertação dos menos favorecidos. Suas palavras se encaixam perfeitamente no debate atual”.

“Nenhum país desenvolvido prega a desvalorização da norma culta na sala de aula ou inclui esse tipo de ideia nos livros didáticos. Esse desserviço aos alunos e à sociedade como um todo só encontra eco mesmo no Brasil”.

“Ao questionar a necessidade do estudo da gramática nas escolas do país, lingüistas como Marcos Bagno e tantos outros estão nivelando por baixo o ensino do português. Acabam reduzindo com isso as chances de milhões de estudantes aprenderem a se expressar com correção e clareza, tanto na escrita quanto na fala. A história reforça a importância disso. Ela é farta em exemplos de como uma oratória eficaz, por exemplo, pode catapultar carreiras”.

“Apesar das frequentes incorreções, Lula faz parte do grupo de políticos com grande poder de retórica. Os erros o aproximam do povo, uma vez que, como ele, a maior parte dos brasileiros também passa ao largo da norma culta. Isso faz com que se identifiquem com seu discurso. Não significa que as pessoas devam ter Lula como um modelo.”

“O domínio do idioma é resultado da educação de qualidade. Isso nos falta de maneira clamorosa. O ensino do português nas escolas é deficiente. Uma das razões recai sobre o evidente despreparo dos professores. É espantoso, mas, muitas vezes, antes de lecionarem a língua eles não aprenderem o suficiente sobre a gramática. Além disso, não detêm uma cultura geral muito ampla nem tampouco costumam ler os grandes autores, como faziam os antigos mestres. A verdade é que a maioria não tem vocação para o magistério. Só escolhe essa carreira porque, quando chega o momento de ingressar na universidade, ela é uma das menos concorridas no vestibular. A situação do mercado de trabalho também conspira contra a permanência dos melhores professores nas salas de aula. Por falta de incentivos, muitos abandonam o magistério para se empregar na iniciativa privada como revisores, tradutores e editores”.

DESAFIO DA VEZ

Aponte-me, amigo leitor, o(s) equívoco(s) cometido(s) no título abaixo:

NOTÍCIAS DO JUDICIÁRIO: O JUIZ SABE O QUE ESTOU FAZENDO?

Publiquei, há alguns dias, uma matéria sobre uma decisão do Poder Judiciário local, por meio da qual uma criança carente teve acesso a medicamentos caros, essenciais à manutenção de sua saúde.

Um leitor, num comentário feito, questionou-me se o juiz desta Comarca sabia dessa minha atitude, de publicar “todos os processos” neste blog. Por essa razão, achei por bem esclarecer o porquê de haver publicado tal matéria.

Em primeiro lugar, é bom se ter em mente que todo e qualquer processo é PÚBLICO, à exceção dos que tramitam em segredo de justiça (ações que versem sobre divórcio, adoção, investigação de paternidade etc.). E, mesmo em relação a estes, decisões e sentenças podem ser publicadas, desde que omitam o nome das partes, indicando-as apenas pelas iniciais.

Os leitores mais atentos devem ter percebido que eu não citei o nome da criança beneficiada. Considerei, porém, que seria importante divulgar o fato, a fim de outras pessoas se conscientizarem de que é possível conseguir, via judicial, que os governos federal, estadual e municipal cumpram seu papel constitucional de garantir saúde a todos os cidadãos brasileiros.

Não agi dessa maneira visando a ganhar notoriedade, a prejudicar a criança ou a família dela, a criticar o prefeito ou a qualquer outro objetivo torpe. Fiz, apenas, o que todos os tribunais deste país costumam fazer: divulgar as decisões por eles proferidas, para que a população conheça melhor os seus direitos. Veja você, caro leitor, algumas notícias publicadas nos últimos meses no próprio site do Tribunal de Justiça do RN:

31/05/2011 - Paciente do RN consegue tratamento médico em SP
Uma paciente que sofre de uma doença grave conseguiu uma liminar que determina que o Estado do Rio Grande do Norte custeie as despesas relativas a deslocamento e procedimentos necessários para que seja realizado, se for o caso, peritoniectomia e quimioterapia hipertérmica intra-operatória em hospital de referência no Estado de São Paulo. A sentença é da 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal.

05/04/2011 - Portadora de câncer terá direito a tratamento na rede pública
Uma mulher portadora de câncer que foi submetida a uma cirurgia e passou a necessitar do uso do medicamento promestriene (copoltrofine) vaginal receberá o remédio de forma gratuita pela rede pública de saúde. Foi o que decidiu a 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, mantendo sentença da 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal.

12/04/2011 - Portador de enfisema pulmonar terá tratamento público
Um paciente que é portador de enfisema pulmonar e espirometria com distúrbio obstrutivo grave e capacidade vital reduzida, com pobre resposta ao broncodilatador, conseguiu uma liminar que determina que o Estado do Rio Grande do Norte providencie o medicamento ALFA 1 ANTITRIPSINA (VENTIA), de forma contínua, conforme prescrição médica, no prazo de dez dias.

Confesso, sinceramente, que não entendi o comentário mencionado no início da matéria, pois, da forma como foi redigido, pode soar como uma ameaça. Peço desculpas a seu autor se não o fez com essa intenção. Entretanto, se imaginou que me intimidaria, só posso dizer a ele que não surtiu nenhum efeito. Tenho plena consciência do que posso publicar neste modesto blog. Posso até cometer alguns erros, mas, nesse caso, não agirei de propósito. É meu compromisso com você, assíduo leitor, de somente divulgar informações que lhe sejam úteis. Nada mais além disso!

HISTÓRIA DO CAP - JOGOS DA FASE PROFISSIONAL (CONTINUAÇÃO)

24/Mai/1998_____________________________________291
CAP 8x2 GUARANI (CAICÓ/RN)
GOLS: Toinho, Clodoaldo, Toinho, Clodoaldo, Veinho, Calberg, Bebé e Veinho.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 16h.
ARBITRAGEM: Sidiney, de Guarabira.
TIME: Cimar, Júnior Germano (Adriano), Silva, Mirinaldo (Clécio) e Júnior Guarabira; Lúcio, Vássil (Veinho), Cotó (Robervânio) e Clodoaldo (Calberg); Cacau e Toinho (Bebé). Técnico: Alberione.
OBS.: um dos gols do Guarani foi de pênalti. O 2o gol que Clodoaldo marcou foi o de número 700 da História do CAP.

30/Mai/1998_____________________________________292
CAP 2x0 SÃO PAULO (PARNAMIRIM/RN)
GOLS: Silva(2).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h30min.
RENDA: R$ 190,00; PÚB. PAGANTE: 95.
ARBITRAGEM: Charles Eliont (Natal), auxiliado por Getúlio Moura e Jonas Brito.
TIME: Tinho, Adriano (Júnior Germano), Silva, Mirinaldo e Júnior Guarabira; Lúcio, Cotó (Cacau) e Manuel; Toinho, Francimário (Clodoaldo) e Marquinhos. Técnico: Alberione.
OBS.: primeira partida da final. Não fosse o mau desempenho do ataque, o CAP teria dado uma goleada.

7/Jun/1998______________________________________293
SÃO PAULO (PARNAMIRIM/RN) 1x2 CAP
GOLS: Marquinhos(41'/1o t) e Francimário(44'/1o t).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Est. Tenente Luís Gonzaga (Parnamirim/RN).
HORÁRIO: 15h30min.
RENDA: R$ 550,00; PÚB. PAGANTE: 275.
ARBITRAGEM: Wilson da Conceição, auxiliado por Sílvio Sérgio Cardeal da Silva e João Nunes Maia, trio de Natal.
TIME: Tinho, Adriano, Silva, Mirinaldo e Júnior Guarabira; Lúcio, Veinho, Toinho (Cacau) e Manuel; Francimário (Clodoaldo) e Marquinhos. Técnico: Alberione.
OBS.: o São Paulo teve um jogador expulso no 1o tempo. No 2o, Toinho desperdiçou uma cobrança de pênalti e Lúcio foi expulso no finalzinho do jogo. O título seria do CAP mesmo com uma derrota por um gol de diferença.

JOGADORES E DIRIGENTES COM A TAÇA


COMEMORAÇÃO DO TÍTULO


10/Jan/1999_________________________________294
CAP 2x0 SELEÇÃO DE LAJES PINTADA/RN
GOLS: Leandro e Francimário.
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h20min.
RENDA: R$ 542,00; PÚB. PAGANTE: 271.
ARBITRAGEM: Ziel, auxiliado por Eridan Dantas e Chico do Bradesco, todos de Caicó.
TIME: Tinho, Cláudio Ari, Churrasco, Vinícius (Cemir, depois André), Clécio e Evanilson; Rogério Souza (Cotó), Gilmar (Clodoaldo) e Cristiano (Manuel); Francimário (Didi) e Leandro (Marquinhos). Técnico: Francisco de Assis – Diá.
OBS.: o time visitante desperdiçou uma cobrança de pênalti no 2o tempo.

17/Jan/1999_________________________________295
CAP 0x0 POTIGUAR (CURRAIS NOVOS/RN)
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h35min.
ARBITRAGEM: Chico do Bradesco, auxiliado por Eridan Dantas e Ziel.
TIME: Tinho, Cláudio Ari, Churrasco, Clodoaldo II, Clécio e Evanilson; Rogério Souza, Gilmar (Joelson) e Cristiano (Marquinhos); Francimário (Cemir) e Leandro (Didi). Técnico: Diá.
OBS.: o CAP jogou muito mal e saiu de campo vaiado.

24/Jan/1999_________________________________296
CAP 5x0 SOUZA (SOUZA/PB)
GOLS: Evanilson, Cristiano(2), Francimário e Gilmar (pên.).
COMPETIÇÃO: amistoso.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h26min.
RENDA: R$ 766,75; PÚB. PAGANTE: 256.
ARBITRAGEM: Eridan Dantas, auxiliado por Ziel e Chico do Bradesco.
TIME: Tinho (Júnior), Cládio Ari, Churrasco, Clodoaldo II, Clécio (Josa) e Evanilson; Rogério Souza (Cotó), Gilmar (Clodoaldo) e Joelson; Cristiano (Manuel) e Francimário (Júnior Piauí). Técnico: Diá.
OBS.: Cristiano perdeu um pênalti no início do jogo e Joelson foi expulso no 2o tempo. O time paraibano não trouxe sua força máxima.

31/Jan/1999_________________________________297
CAP 0x2 AMÉRICA (NATAL/RN)
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h30min.
RENDA: R$ 9.303,00; PÚB. PAGANTE: 1.975.
ARBITRAGEM: Jonaldo Batista, auxiliado por Armando Falcão e Hercílio Vieira.
TIME: Tinho, Cláudio Ari (Didi), Clodoaldo II, Churrasco, Clécio e Evanilson; Rogério Souza, Gilmar e Joelson (Marquinhos); Cristiano (Manuel) e Francimário. Técnico: Diá.
OBS.: Tinho falhou feio no segundo gol americano. O CAP teve um gol anulado no 2o tempo.


EQUIPE QUE ESTREOU NA 1ª DIVISÃO POTIGUAR

7/Fev/1999__________________________________298
POTIGUAR (MOSSORÓ/RN) 2x0 CAP
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual.
LOCAL: Estádio L. Nogueira - Nogueirão (Mossoró/RN).
HORÁRIO: 16h30min.
RENDA: R$ 8.868,00; PÚB. PAGANTE: 1.909.
ARBITRAGEM: Antônio Cipriano, auxiliado por José Emídio e Arlindo Vieira, os três de Mossoró.
TIME: Tinho, Cláudio Ari (Naldo), Churrasco, Clécio e Evanilson: Rogério Souza, Gilmar, Joelson e Cristiano; Manuel (Marquinhos) e Francimário (Didi). Técnico: Mano (interino).
OBS.: os dois gols do Potiguar (um deles, o primeiro, de pênalti) foram marcados no 1o tempo. Manuel perdeu um gol feito minutos antes de o CAP sofrer o segundo gol.

21/Fev/1999_________________________________299
CAP 1x1 ALECRIM (NATAL/RN)
GOL: Mirandinha(34'/2o t).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h30min.
RENDA: R$ 2.356,00; PÚB. PAGANTE: 538.
ARBITRAGEM: João Alberto Gomes Duarte, auxiliado por Eduardo Lincoln e Marcos Alberto, todos de Natal.
TIME: Tinho, Josa, Lopes, Naldo e Clécio; Rogério Souza, Joelson, Cristiano (Marquinhos) e Evanilson (Mirandinha); Leandro e Rogério (Francimário). Técnico: Hermes Gonçalves.
OBS.: o Alecrim abriu o placar no 2o tempo através da cobrança de um pênalti duvidoso. O CAP jogou muito mal e não mereceu vencer a partida.

28/Fev/1999_________________________________300
SÃO PAULO (PARNAMIRIM/RN) 2x1 CAP
GOL: contra (14'/2o t).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual.
LOCAL: Est. Tenente Luís Gonzaga (Parnamirim/RN).
HORÁRIO: 15h30min.
ARBITRAGEM: Ivan Silva, auxiliado por Eduardo Lincoln e João Nunes Maia.
TIME: Tinho, Josa, Lopes, Naldo e Evanilson; Rogério Souza, Clécio e Mirandinha; Francimário (Rogério), Hugo (Leandro) e Marquinhos (Cristiano). Técnico: Hermes Gonçalves.
OBS.: o CAP dominou o jogo até abrir o placar. Depois, cedeu terreno e permitiu a virada da fraquíssima equipe local.

DICA DE PORTUGUÊS: DESLIZES CAPTURADOS DA INTERNET


O verbo RESPONDER pode ser usado de várias formas diferentes. Uma delas quando significa dar resposta a alguém ou a alguma coisa. No título acima, o termo CARTA deveria estar acompanhado da preposição A (que pode receber ou não o acento grave, dependendo do sentido que se queira dar à frase). Outros exemplos: o aluno respondeu ao professor; Teresa não responde a meus chamados.



Você, caro leitor, sabe que substantivos coletivos são aqueles que se referem a um conjunto de seres da mesma espécie. O cuidado que se deve ter com esse tipo de substantivo é que, se ele estiver no singular, o verbo também deverá ficar. No título acima, embora o termo GRUPO represente várias pessoas, ele está no singular, razão pela qual o verbo PRODUZIR não poderia ser usado no plural.

CENAS DE UM JARDIM ANTIGO

quarta-feira, 1 de junho de 2011

FOTO CEDIDA POR GEOVANNE PEREIRA
PRIMEIRA EUCARISTIA - RUA VELHA - 1932

FOTO CEDIDA POR GEOVANNE PEREIRA
FOTO DE 1939

FOTO CEDIDA POR GEOVANNE PEREIRA
PELOTÃO DE POLÍCIA EM 1941





JARDINENSES REPROVAM OS TRÊS PODERES

Analisando-se os resultados das três enquetes realizadas por este modesto blog, chamou-me a atenção os péssimos resultados obtidos pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Veja e compare:

PODER
CONCEITO
PÉSSIMO
EXECUTIVO
47
LEGISLATIVO
68
JUDICIÁRIO
47

Somando-se os percentuais acima com os do conceito RAZOÁVEL, constata-se, com grande preocupação, que a maioria dos leitores não está satisfeita com os três pilares da sociedade moderna. Sinal de que nossas instituições não estão cumprindo seu papel ou, na melhor das hipóteses, não conseguem informar à população o que têm realizado em benefício dela. 

DEU NA REVISTA VEJA

Na edição que circulou na semana passada, a revista VEJA publicou uma matéria, assinada pelas jornalistas Renata Betti e Roberta de Abreu Lima. Recomendo a leitura integral do texto, que se vê abaixo transcrito.

OS ADVERSÁRIOS DO BOM PORTUGUÊS
Doutrinar crianças com a tese absurda de que não existe certo ou errado no uso da língua é afastá-las do que elas mais precisam para ascender na vida

Em um mundo em que o sucesso na vida profissional depende cada vez mais do rigor intelectual e do conhecimento, causa perplexidade a bandeira que vem sendo empunhada em escolas públicas e particulares brasileiras por uma corrente de professores de linguística. Eles defendem a ideia de que não existe certo ou errado na língua portuguesa, mas que a norma culta, ancorada na gramática, é só mais uma entre as várias maneiras de expressar-se. Para esse grupo, chamar a atenção do aluno que infringe tais regras – papel fundamental de um bom professor – é “preconceito linguístico”. Adotado nas aulas de português de meio milhão de estudantes do ensino fundamental, o livro Por uma Vida Melhor é uma amostra do que propaga esse círculo de falsos intelectuais. Escreve Heloísa Ramos, uma das autoras: “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar os livro?’ Claro que pode”. O erro crasso de concordância seria apenas uma “variação popular”, segundo a autora. Certamente um desserviço aos jovens de uma nação de iletrados sedenta de conhecimentos. Mas as autoridades já estão cientes desse desastre e cuidam de reverter seus efeitos, certo? Errado. A ignorância prospera sob a chancela oficial. O Ministério da Educação (MEC), que pagou pelos livros e os distribuiu, decidiu não retirá-los das escolas. Diz a educadora Maria Inês Fini: “A escola que não enfatiza a norma culta da língua está excluindo seus alunos da cultura dominante, que todos devem almejar e à qual devem ter acesso”.

O motor ideológico dos obscurantistas se move em torno da visão de que a língua culta é um instrumento de dominação das elites. Essa tolice é disseminada nas faculdades brasileiras de pedagogia. Resume o historiador Marco Antonio Villa: “O discurso dominante nessas instituições valoriza a ignorância”. Essa visão mesquinha deturpa a sociolinguística, ramo de estudo focado nas variações do uso de um idioma – o que é bem diferente de menosprezar a norma culta e ensinar às crianças que elas podem falar “nós vai” ou “nós pegou o peixe” e que, se alguém as admoestar, é por “preconceito linguístico". Esses desvarios são o retrato da atual situação política brasileira, comandada por uma ortodoxia cada vez mais ousada em sua destruição impune de todo bem cultural que não se encaixa na sua estreita visão de mundo. “A ideia de que a língua culta é um instrumento de dominação da elite é um absurdo que não se vê em nenhuma outra nação desenvolvida”, diz o linguista Evanildo Bechara, membro da Academia Brasileira de Letras e autor de dezenas de livros. Um dos expoentes dos talibãs da linguística no Brasil é um certo Marcos Bagno, professor da Universidade de Brasília (UnB), hoje o grande madraçal da ortodoxia dessa estupidez, Bagno criou o termo “preconceito linguístico" em um livro de mesmo nome lançado na década de 1990.

Já é um escândalo planetário que o suado dinheirinho dos brasileiros honestos e trabalhadores esteja sendo usado para sustentar os desvarios dos talibãs acadêmicos. A preguiça mental desses doutores do atraso é sustentada por brasileiros de quem o Fisco arranca a maior carga de impostos do mundo entre os países emergentes, por pais e mães que gastam metade do que ganham para pagar uma boa escola privada aos filhos, suprindo com seu suor o que deveria ser obrigação do estado. Para a procuradoria da República Janice Ascari, está-se diante de um crime “contra nossos jovens... um desserviço à educação já deficientíssima no país”. É espantoso que as crianças brasileiras estejam sendo expostas a esse tipo de lixo acadêmico travestido de vanguarda cultural, quando deveriam estar aprendendo as disciplinas obrigatórias e acumulando o conhecimento e as habilidades que as tornarão capazes de enfrentar com sucesso os desafios do mundo real. O crime apontado pela procuradora Janice Ascari ocorre em um país em que, ao final do ciclo escolar, 62% dos estudantes são incapazes de interpretar textos, onde 1 milhão de vagas abertas pelas empresas brasileiras não podem ser preenchidas por falta de gente qualificada. Enquanto isso, nas salas de aula das escolas públicas, as crianças brasileiras carentes de “aprender a pescar”, no sentido do provérbio, são ensinadas que é certo falar “nós pega o peixe”.

HISTÓRIA DO CAP - JOGOS DA FASE PROFISSIONAL (CONTINUAÇÃO)



15/Mar/1998_____________________________________281
CAP 2x0 SÃO PAULO (PARNAMIRIM/RN)
GOLS: Francimário(2).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h40min.
RENDA: R$ 418,00; PÚB. PAGANTE: 209.
ARBITRAGEM: João Batista (Natal), auxiliado por Antônio Nazareno (Parelhas) e Getúlio Moura (C. Novos).
TIME: Tinho, Adriano, Silva, Mirinaldo e Júnior Guarabira; Clécio, Francimário, Clodoaldo (Veinho) e Manuel (Robervânio); Toinho (Cacau) e Marquinhos. Técnico: Alberione.
OBS.: a exemplo do jogo anterior, o CAP desperdiçou muitas chances de gol.

21/Mar/1998_____________________________________282
VÊNUS (NATAL/RN) 0x0 CAP
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Estádio Juvenal Lamartine (Natal/RN).
HORÁRIO: 15h30min.
ARBITRAGEM: Hercílio Vieira, auxiliado por João Nunes Maia e Vicente Pitaguares, os três de Natal.
CARTÃO VERMELHO: Hildemar (28min/2o t).
TIME: Tinho, Adriano, Silva, Mirinaldo e Júnior Guarabira; Veinho, Clécio, Hildemar e Toinho; Francimário e Marquinhos. Técnico: Alberione.

28/Mar/1998_____________________________________283
CAP 6x0 FLUMINENSE (NATAL/RN)
GOLS: Francimário(1'/1o t), Francimário(17'/1o t), Clécio(37'/1o t), Clécio(12'/2o t), Francimário(38'/2o t) e Francimário(41'/2o t).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h36min.
RENDA: R$ 310,00; PÚB. PAGANTE: 155.
ARBITRAGEM: Aldemir Faustino (Natal), auxiliado por Jonas Brito (Caicó) e Getúlio Moura (C. Novos).
CARTÕES AMARELOS: Silva, Manuel e Lúcio.
TIME: Tinho, Adriano, Silva, Mirinaldo (Cacau) e Júnior Guarabira; Veinho (Lúcio), Clécio, Toinho e Manuel; Francimário e Marquinhos (Clodoaldo). Técnico: Alberione.
OBS.: o Fluminense meteu duas bolas na trave. Uma forte chuva atrapalhou o jogo no 2o tempo.

5/Abr/1998______________________________________284
SÃO PAULO (PARNAMIRIM/RN) 1x2 CAP
GOLS: Francimário(2, 18' e 20'/2o t).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Est. Tenente Luís Gonzaga (Parnamirim/RN).
HORÁRIO: 15h25min.
RENDA: R$ 390,00; PÚB. PAGANTE: 195.
ARBITRAGEM: Eduardo Lincoln Neves(Parnamirim), auxiliado por José Anchieta Cortês e Paulo Jorge Rodrigues, ambos de Natal.
CARTÃO AMARELO: Clécio.
TIME: Tinho, Adriano (Júnior Germano), Silva, Mirinaldo e Júnior Guarabira; Veinho (Clodoaldo), Clécio, Manuel e Hildemar; Toinho (Marquinhos) e Francimário. Técnico: Alberione.
OBS.: o CAP precisava apenas de um empate para vencer o 1o turno. O São Paulo quebrou a invencibilidade do goleiro tricolor aos 30'/1o t.

12/Abr/1998_____________________________________285
CAP 1x1 SÃO PAULO (PARNAMIRIM/RN)
GOL: Clécio(33'/1o t).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h40min.
RENDA: R$ 300,00; PÚB. PAGANTE: 150.
ARBITRAGEM: Válter Silva (Natal), auxiliado por Getúlio Moura (C. Novos) e Antônio Nazareno (Parelhas).
CARTÕES AMARELOS: Clécio e Manuel.
TIME: Tinho, Vássil (Robervânio), Silva, Mirinaldo e Júnior Guarabira; Veinho, Clécio (Clodoaldo) e Manuel; Toinho, Francimário e Marquinhos. Técnico: Alberione.
OBS.: o São Paulo teve um jogador expulso aos 35'/1o t.

19/Abr/1998_____________________________________286
VÊNUS (NATAL/RN) 1x7 CAP
GOLS: Francimário, Toinho(2), Clécio, Marquinhos, Clodoaldo e Francimário.
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Estádio Juvenal Lamartine (Natal/RN).
HORÁRIO: 9h10min.
ARBITRAGEM: João Batista, auxiliado por Vicente Pitaguares e Francisco Hélio, todos de Natal.
CARTÕES AMARELOS: Clécio, Mirinaldo e Marquinhos.
TIME: Tinho, Vássil (Júnior Germano), Silva, Mirinaldo e Júnior Guarabira; Veinho, Toinho, Hildemar (Clodoaldo) e Clécio; Francimário e Marquinhos (Cotó). Técnico: Alberione.
OBS.: o Vênus teve um jogador expulso no 1o tempo. Devido a problemas com a iluminação do estádio, este jogo não pôde ser realizado no sábado à noite, dia 18, conforme estabelecia a tabela.

26/Abr/1998_____________________________________287
CAP 1x1 FLUMINENSE (NATAL/RN)
GOL: Toinho(24'/2o t).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
HORÁRIO: 15h30min.
RENDA: R$ 290,00; PÚB. PAGANTE: 145.
ARBITRAGEM: João Batista, auxiliado por Getúlio Moura e Antônio Nazareno.
CARTÃO AMARELO: Júnior Germano.
TIME: Tinho, Júnior Germano, Silva, Hildemar e Júnior Guarabira; Veinho, Clodoaldo (Lúcio), Toinho e Manuel; Francimário e Marquinhos. Técnico: Alberione.
OBS.: o Fluminense marcou primeiro e ainda meteu uma bola na trave, tudo isso no 2o tempo.

2/Mai/1998______________________________________288
FLUMINENSE (NATAL/RN) 1x1 CAP
GOL: Toinho(35'/1o t).
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Estádio Juvenal Lamartine (Natal/RN).
HORÁRIO: 15h30min.
RENDA: R$ 124; PÚB. PAGANTE: 62.
ARBITRAGEM: Francisco Hélio, auxiliado por Xenófanes Antônio e Eduardo Lincoln, os três de Natal.
CARTÕES AMARELOS: Hildemar e Clécio.
TIME: Tinho, Júnior Germano, Silva, Mirinaldo e Júnior Guarabira; Lúcio, Hildemar e Clécio; Toinho (Cacau), Francimário e Manuel (Marquinhos). Técnico: Alberione.

9/Mai/1998______________________________________289
CAP 1x0 VÊNUS (NATAL/RN) – W.0.
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Est. Josenildo Cavalcanti (J. de Piranhas/RN).
OBS.: sem chances de disputar o título, o time natalense não apareceu para jogar.

17/Mai/1998_____________________________________290
SÃO PAULO (PARNAMIRIM/RN) 3x0 CAP
COMPETIÇÃO: Campeonato Estadual – Série A2.
LOCAL: Est. Tenente Luís Gonzaga (Parnamirim/RN).
HORÁRIO: 15h23min.
ARBITRAGEM: Florisvaldo Pereira, de Parnamirim.
CARTÕES VERMELHOS: Hildemar e Clécio (2o t).
TIME: Tinho, Vássil, Silva, Mirinaldo e Júnior Guarabira; Lúcio, Clécio e Hildemar; Toinho (Júnior Germano), Francimário (Clodoaldo) e Marquinhos. Técnico: Alberione.
OBS.: o CAP precisava da vitória para ainda ter chances de vencer o 2o turno e, assim, ser campeão direto.

MAIS UMA ENQUETE ENCERRADA

terça-feira, 31 de maio de 2011

Encerrada a enquete sobre a avaliação que o jardinense faz do Poder Legislativo local. 76 leitores votaram. O resultado foi este:

PÉSSIMO     -    52 VOTOS (68%)
RAZOÁVEL  -      9 VOTOS (12%)
BOM            -      4 VOTOS (5%)
ÓTIMO         -     11 VOTOS (15%)

Uma nova já se encontra disponível. Conto com a participação de todos!

O DECLÍNIO DAS FESTAS JARDINENSES

Fui, sábado passado, à festa dos Anos 60 no CAP. Como todos sabem, o público presente foi o pior da História. Temo que tenha sido a última. Não gostaria de ver a melhor festa do ano desaparecer do calendário, a exemplo do que já ocorreu com as outras.

Pergunto-me o que se passa com meus conterrâneos, que foram abandonando, uma a uma, todas as festas tradicionais. Nos anos de 1980 e 1990, vários eram os bailes promovidos pelos clubes jardinenses. Lembro-me bem do Sábado de Aleluia, da Rosa de Maio, do Luar de Agosto, da Rainha do CAP, da Festa do Redeiro, do São João, do Aniversário do CAP, do 1º de Novembro no Independente, do Natal e do Reveillon.
Perceba, caro leitor, que, dentre todas as que mencionei, restaram apenas a dos Anos 60 e o Reveillon. Aquela, repito, não atrai o público de antes, enquanto esta nunca mais foi a mesma após o ano de 2000, quando cada clube passou a realizar o seu.

Culpa-se, hoje, a crise econômica que assola a atividade têxtil do município. Discordo desse argumento. Afinal, exceto o período de bonança vivido em quase todo o governo de Lula, Jardim de Piranhas sempre enfrentou problemas sazonais em sua principal atividade econômica.

Não consigo compreender o porquê de uma população inteira abdicar de alguns raros momentos de lazer. Festas em ambientes fechados são mais seguras, oferecem maior conforto e possibilitam oportunidades únicas de ver de perto nomes consagrados da música brasileira. Nos festejos populares, geralmente custeados com dinheiro público, não há nada disso. Becos escuros viram banheiros, calçamento transforma-se em pista de dança e canções de gosto duvidoso roubam o sossego de idosos e crianças que moram no centro ou nas imediações da igreja local.

Todavia, sinto-me como se pregasse no deserto. Talvez o tolo nessa história toda seja eu, por continuar apegado a um passado impossível de ser revivido. Perdoe-me, caro leitor, por não haver evoluído, a ponto de compreender as estruturas deste mundo moderno. Desculpe este escrevinhador ranzinza, que só sabe reclamar das coisas como elas são. Que autoridade tenho eu para impor minha vontade? Nenhuma. Sou, tão-somente, mais um Quixote, incapaz de derrotar os moinhos de vento criados por minha senil imaginação. Afinal, como diz o poeta da nova geração, “O amor é feito capim. Mas veja que absurdo: A gente planta, ele cresce. Aí vem uma vaca e acaba tudo”!

DEU NA REVISTA VEJA

A revista Veja da semana passada, edição nº 2.218, na página 26, publicou um excelente artigo, de autoria da escritora Lya Luft. Leia, abaixo, o texto na íntegra:

Chancela para a ignorância

Esse título me foi dado por Alexandre Garcia, no programa “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo: ele certamente não se importará com esse pequeno “furto” de seu talento. Referia-se ao tema que, mais do que me preocupar, me causa escândalo e assombro. Um livro didático aprovado pelo Ministério de Educação e incluído entre os livros comprados pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que consagra muitas obras didáticas no país, promove o não ensino da língua-padrão, que todos os brasileiros, dos mais simples aos mais sofisticados, têm direito de conhecer e usar. O livro e a ideia que o fundamenta começam a merecer críticas de entidades como a Academia Brasileira de Letras e de centenas de estudiosos. Eu o vejo como o coroamento do descaso, da omissão, da ignorância quanto à língua e de algum laivo ideológico torto, que não consigo entender bem. Pois uma das ideias seria não submeter os alunos menos informados – isto é, os que devem aprender, como todos nós – a nenhum “preconceito” porque falam e escrevem errado. Portanto, nada de ensinar nada a ninguém, ou ele se sentirá humilhado em vez de estimulado a melhorar. O mais indicado seria poupar o dinheiro e fechar as escolas. Se devemos permanecer como somos, a escola será supérflua. Essa minha dedução não é maldosa nem ficcional: é apenas natural.

Educar é ajudar a crescer. A educação se divide em duas grandes salas ligadas por muitas portas. Uma das salas se chama formação. A outra, informação. A formação ajuda o indivíduo de qualquer idade a moldar seu caráter e sua visão de mundo, a se desenvolver como ser humano. A cultivar valores; a observar e buscar entender e respeitar o mundo e a natureza, o outro e a si mesmo; a construir o seu lugar na terra, por mais simples que ele seja. A discernir entre o certo e o errado, bom e mau, e a curtir o belo e o bom que devem ser buscados, dentro das condições de cada um; a dar um sentido em sua vida, seu trabalho, seu convívio. A colaborar, com esse aperfeiçoamento pessoal, para que sua família, a comunidade, o país se tornem um pouco melhores.

A outra sala do complexo Educação é a informação: é onde adquirimos conhecimentos sobre ciências, arte, história, geografia, matemática, idiomas estrangeiros e, em primeiro lugar, aprendemos a usar melhor nosso próprio idioma, pois esse é nosso melhor cartão de visita, nossa apresentação, e o que nos distingue como mais ou menos preparados. É natural usarmos roupas e modos diferentes quando estamos em ambientes diversos, com a turma na escola ou na balada, buscando emprego numa entrevista ou pedindo um empréstimo num banco. Não vamos de cueca ao cinema, não entramos de camisola no avião. Da mesma forma, não escrevemos um trabalho escolar com a linguagem válida nos torpedos ou na internet. Essa variedade se chama adequação, é essencial, é natural e enriquece a língua.

Mas querer que a escola ignore que existe uma língua-padrão, que todos temos o direito de conhecer, é nivelar por baixo, como se o menos informado fosse incapaz. É mais uma vez discriminar quem não pôde desenvolver plenamente suas capacidades. É, esta sim, uma postura preconceituosa: os menos privilegiados que fiquem como estão. Com o tempo isso tornará a escola dispensável, pois se ela não deve colocar à nossa disposição o melhor conhecimento em todos os campos, como direito de todos, poderá ser fechada sem maior problema.

Talvez a adoção desse livro e dessa teoria no MEC não tenha sido percebida, na montanha de trabalhos que ali se empilham. Imagino que, dando-se conta do havido, as autoridades tomem as providências urgentes que saltam aos olhos de qualquer pessoa minimamente racional e nos livrem de mais esse pesadelo para quem ainda acredita um pouco na educação. Ou, coroada a ignorância, as futuras gerações, livres da escola e do dever de crescer, escreverão e falarão sempre achando naturais e boas coisas como “os home espera”, “nós achemo”, “as mulher precisa”. (Ou “percisa” seira melhor?)

DICA DE PORTUGUÊS: DESLIZES CAPTURADOS DA INTERNET


Um dos acentos que não foram abolidos pela reforma ortográfica é o que se usa para diferenciar as terceiras pessoas do presente do indicativo do verbo TER e de seus derivados (CONTER, MANTER, ENTRETER etc.). Em relação ao verbo TER, a terceira pessoa do plural deve receber acento circunflexo, para não ser confundida com a terceira do singular, que não é acentuada. Exemplos: Ele tem dinheiro; Eles têm dinheiro. No caso dos verbos derivados de TER, a terceira pessoa do singular também deve ser acentuada, mas com acento agudo. Exemplos: O médico mantém a greve, Os médicos mantêm a greve. Fácil, não?



Regrinha básica, que se aprende nas primeiras séries do Ensino Fundamental, determina que se escreva com inicial MAIÚSCULA os nomes próprios. Por isso que são assim grafados Jardim de Piranhas, Botafogo, Cecília, Nossa Senhora dos Aflitos. Seridó, nome de uma região do Estado, também faz parte desse time.

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